06 de janeiro, de 2022 | 10:11

Sem acordo com a diretoria, Fábio deixa o Cruzeiro

Bruno Haddad

As 17 temporadas, 976 jogos, 13 títulos (dentre eles o bicampeonato do Brasileirão, sete mineiros e o tri da Copa do Brasil), além da consistente qualidade ao longo dos anos, fizeram de Fábio, de 41 anos, um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro. O arqueiro iniciou sua passagem pelo clube em 2000, quando participou da conquista da Copa do Brasil, depois saiu neste mesmo ano e retornou em 2005, ficando até agora. Porém, essa parceria de sucesso chegou ao fim na noite de quarta-feira (5), quando o goleiro anunciou em suas mídias sociais que não faz mais parte da equipe.

A situação do arqueiro vinha sendo discutida nos últimos dias. Em novembro passado, na gestão Sérgio Santos Rodrigues, ele teve seu contrato estendido até o fim de 2022, com aumento salarial em relação à temporada anterior. Porém, com a compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro por Ronaldo, o objetivo principal dos novos gestores é reduzir custos, equilibrar as contas e montar um time competitivo para tirar o Cruzeiro da Série B, que irá disputar pelo terceiro ano consecutivo.

Versões

Nesse cenário, os novos gestores propuseram redução salarial a todos os atletas, dentre eles, Fábio. E é a partir daí que a história tem duas versões. O goleiro alega que queria permanecer e, que, inclusive, aceitaria a redução salarial, mas a nova gestão nem deu a ele essa opção.

Por outro lado, o Cruzeiro informou, por meio de nota publicada em seu site oficial, nesta quinta-feira (6), que está trabalhando para montar um projeto esportivo num plano de longo prazo, para assim construir uma equipe competitiva, sustentável e que esteja à altura da grandeza do clube. Conforme o comunicado, esse projeto foi apresentado a Fábio, que o negou. O clube também deixou claro que a oferta feita ao arqueiro extrapolava o razoável para um clube publicamente deficitário por se tratar de um ídolo, mas que mesmo assim o atleta o rejeitou.

Ainda por meio da nota, o clube detalhou que a proposta era que Fábio permanecesse no clube somente durante o Campeonato Mineiro, quando poderia se despedir da torcida. O que não foi aceito pelo atleta, que tinha o sonho de disputar novamente a Série B para conquistar o tão sonhado acesso à Primeira Divisão. Por fim, a nota do Cruzeiro afirma que “não é mais possível aceitar um perfil de administração que fez tantos clubes chegarem a um cenário de inviabilidade”.

Na versão de Fábio, durante o encontro com a nova diretoria, ele foi informado de que o clube não queria contar desportivamente com ele para 2022 e que em momento algum foi dada a opção de continuar na equipe. Por fim, ele ressaltou todo o seu carinho pelo clube e pela torcida.

Torcida critica saída

Nas mídias sociais, muitos torcedores se mostraram revoltados com a forma como Fábio, o atleta que mais vezes atuou pelo Cruzeiro, saiu do clube. Muitos encaram como desrespeito à história do goleiro e ameaçaram boicotar o sistema de sócio torcedor. A Máfia Azul, torcida organizada, marcou protestos em Belo Horizonte para a quinta-feira.
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Comentários

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Eu Aqui

06 de janeiro, 2022 | 21:47

“Culpa do Bolsonaro!!!”

Shesheu

06 de janeiro, 2022 | 14:05

“Série "C" a vista!!!! Kkkkkkk”

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