04 de janeiro, de 2022 | 09:00
Ipatinguense cadeirante busca recursos para tratamento com células tronco
Aos 21 anos, ela começou a perder o equilíbrio e o impulso do corpo, sofrendo quedas constantes. Era o início de uma doença da qual teve o diagnóstico confirmado três anos depois. Andreia Vanusa de Godoy, hoje com 48 anos, sofre de distrofia muscular progressiva de cintura e desde de 2018 é cadeirante, por não ter mais equilíbrio e nenhuma condição de andar. Agora ela busca apoio e recursos para iniciar um tratamento de células tronco, no valor de R$ 180 mil, no Paraguai.
Andreia Godoy mora com o filho, os pais e outros três sobrinhos no bairro Horto, em Ipatinga. Antes da pandemia, fazia fisioterapia no Unileste, atividade que foi suspensa por causa da quarentena. Atualmente faz acompanhamento no Hospital Sarah Kubitschek, em Belo Horizonte. Mas a descoberta do tratamento no país vizinho é agora sua grande esperança. Estou com uma esperança enorme de conseguir arrecadar o dinheiro na campanha e poder fazer o meu tratamento de células tronco, isso sim é minha esperança de sobrevivência”, revela.
O procedimento consiste em injeções a serem aplicadas no músculo da perna, na veia e outra na medula, a cada sessão. Cada injeção custa o equivalente a R$ 30 mil. As três primeiras doses serão aplicadas a cada 40 dias. E, posteriormente, uma vez por ano. Mas além do valor das injeções, será preciso arcar com os custos da viagem para ela e um acompanhante.
Há muito tempo venho pesquisando sobre o problema. Quando fui diagnosticada nem existia tratamento, mas hoje tem na Tailândia e no Paraguai. Vou fazer no Paraguai, por ser mais perto e por ser um valor possível de correr atrás. Quanto maior o valor arrecadado, mais doses poderei tomar”, explica Andreia.
Rede de voluntários
A ipatinguense vem contando com ajuda de diversos voluntários, autônomos, humoristas e alguns empresários para impulsionar a sua campanha. Recentemente, ganhou uma bicicleta da loja Horto Bicicleta, para ser rifada. O sorteado preferiu o dinheiro, então o dono da loja pagou e doou uma segunda bicicleta para ser sorteada. Mas ainda é preciso muitas outras doações para atingir o valor necessário. Com o apoio de cada um vencerei a batalha, realizando meu sonho de voltar a andar novamente”, declarou.
As limitações e o preconceito
Há mais de 20 anos com a doença, Andreia foi obrigada a deixar de fazer muitas atividades que gostava, uma delas é dançar. E mesmo com as limitações, busca desenvolver vários trabalhos. Além de dar aulas particulares para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDHA) em sua casa, também faz trabalhos manuais como bordados. Não é fácil, você nascer perfeita e do nada se tornar deficiente, você precisa lidar com o preconceito em si, não é fácil, mas a vida continua”, afirma.
Como ajudar
As doações podem ser feitas para o banco Santander, na conta corrente 020265604 ou conta poupança, 600582882, agência 3154. Ou pelo Pix 02578589623.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]


















Gildázio Garcia Vitor
04 de janeiro, 2022 | 11:03Um tratamento que ainda não existe no Brasil, EUA, Reino Unido e, nem na China, mas somente no Paraguai e na Tailândia, deve ser muito experimental e arriscado. Como os interessados podemos contribuir? Só comprando o bilhete da rifa? Em tempo, parabéns aos proprietários da Horto Bicicleta pelo gesto magnânimo e muito belo. Sucesso para vocês e para a Professora Andreia neste ano que se inicia.”