14 de dezembro, de 2021 | 08:00

Mão na taça

Fernando Rocha


Jogo muito bom, movimentado, que o Galo tornou fácil ao fazer 4 x 0 no Athletico-PR, o que lhe garante o título na decisão, amanhã, em Curitiba, mesmo que perca por três gols de diferença.

Claro que o “baile” surpreendente aplicado no Furacão, levando à loucura os mais de 60 mil torcedores presentes no Mineirão, não significa que o título esteja garantido.

Mas é claro que, com esse time, a vantagem significativa no placar foi um enorme passo para ganhar o terceiro título importante no ano, o segundo em uma semana, que já entrou para a história centenária do clube como a mais vitoriosa.

Massacre do Galo

O Athletico-PR sentiu na pele o que é enfrentar hoje este time do Galo, sobretudo no Mineirão, onde os jogadores, além de serem bons, demonstram sede por títulos que impressiona até mesmo quem não torce pelo alvinegro.
Foi um verdadeiro massacre do Galo, iniciado aos 24 minutos da primeira etapa, quando Hulk abriu o marcador cobrando pênalti bem assinalado pela arbitragem.

Dez minutos depois, Keno, em chute de fora da área, fez 2 x 0. O Furacão só conseguiu levar algum perigo na bola parada, numa delas Terans obrigou Everson a fazer grande defesa.

No 2º tempo, brilhou a estrela do chileno Vargas, que havia entrado no lugar de Diego Costa, lesionado logo no começo da partida.

Atuando como um legítimo centroavante, Vargas aproveitou um rebote do goleiro e o cruzamento de Hulk para fazer dois gols e fechar o placar final de 4 x 0.

Outro destaque da partida foi o zagueiro Igor Rabello, que substituiu muito bem a Natan Silva, e fez talvez sua melhor apresentação com a camisa do Galo, atuando com segurança tanto por baixo como nas bolas altas.

A torcida do Galo merece um bom time para torcer. E, mais ainda, um time vencedor, composto por um grupo de jogadores com sede de vitórias e títulos.

FIM DE PAPO

Impressionante como existem figuras carimbadas atuando no meio da imprensa esportiva, na maioria ex-jogadores e ex-árbitros, sem moral alguma para opinar sobre futebol. Mesmo assim, posam de bacanas e arautos da verdade. O bola da vez é esse Carlos Eugênio Simon, ex-assoprador de apito e atual comentarista de arbitragem da Fox Sports. Simon desqualificou o pênalti marcado a favor do Galo, que chamou de “pelada” ou “várzea”. Qual a credibilidade desse senhor para falar de qualquer lance, sobretudo pênaltis, se ele mesmo confessou que errou em 2007, quando deixou de marcar uma penalidade contra o Botafogo, que eliminou o Galo na Copa do Brasil?

Outro, com credibilidade, mas que a meu juízo se precipitou ao desmerecer o futebol de Hulk, prevendo que não daria certo no Galo, mesmo a contra-gosto, vem dando o braço a torcer. Em seu prestigiado blog, Juca Kfouri escreveu: “Se havia alguma dúvida sobre quem jogou o melhor futebol no Brasil na temporada de 2021, o Atlético Mineiro a dissipou ontem, ao golear o xará Paranaense por 4 a 0, no jogo de ida da decisão da Copa do Brasil... se lembrarmos que o Galo ganhou também o campeonato estadual e só foi eliminado da Libertadores invicto, e pelo critério do gol fora de casa, não ficam dúvidas sobre quem mandou na bola no país pentacampeão mundial.”

Pau que nasce torto, morre torto. Quem não toma jeito é Mauro Cezar Pereira, flamenguista declarado, que escreveu em seu blog no Uol: “É verdade que o primeiro gol atleticano surgiu a partir de um pênalti absurdamente marcado por Bruno Arleu, árbitro premiado pela CBF como destaque no Campeonato Brasileiro. Mas a disparidade entre os dois times foi tamanha que o erro do apito ficou em segundo plano”. O problema desse Mauro Cezar é médico e se chama “epicondilite”.

Outro boquirroto que quebrou a cara e ficou totalmente desmoralizado, depois de sugerir em vídeo viralizado nas redes sociais que a diretoria do Atlético rescindisse o contrato com Hulk, foi o jornalista Jaeci Carvalho, do “Estado de Minas”. Por sinal, ele acaba de perder ação na justiça, movida por Alexandre Matos, futuro diretor de futebol do Cruzeiro, por injúria, calúnia e difamação. Pelo deslize terá de pagar R$ 22 mil em cestas básicas para instituições filantrópicas de BH. (Fecha o pano!)
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