24 de novembro, de 2021 | 14:36

Mirando na educação híbrida, aumentou número de jovens que pensam em fazer faculdade

Pesquisa com estudantes identificou que 63% pretendem estudar no primeiro semestre de 2022

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Entre os estudantes que escolhem cursos na modalidade a distância, 67% querem começar imediatamente e 13% pretendem iniciar na metade de 2022Entre os estudantes que escolhem cursos na modalidade a distância, 67% querem começar imediatamente e 13% pretendem iniciar na metade de 2022

Aumentou o número de estudantes interessados em investir na graduação, segundo a pesquisa apresentada nessa terça-feira (23), intitulada “Observatório da Educação Superior – 5ª edição: Perspectivas para 2022”, feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em parceria com a Educa Insights. O dado compara a intenção dos estudantes ouvidos em novembro de 2020 com entrevistados neste ano.

Conforme o levantamento, 63% dos estudantes que responderam à pesquisa declararam ter planejamento para começar a faculdade no primeiro semestre de 2022. No mesmo período do ano passado, apenas 38% dos entrevistados tinham intenção de se matricular no semestre seguinte.

Durante a pesquisa, os estudantes responderam, ainda, sobre a preferência da modalidade de curso, se presencial, a distância ou híbrido. Conforme as opiniões, 45% da carga horária dos cursos deveriam ser dedicadas às aulas presenciais tradicionais, enquanto o restante deveria ser ministrado ou por aulas remotas (16%), por conteúdos digitais (16%) ou mesmo por trabalhos práticos em comunidades ou empresas (23%).

Entre os estudantes que escolhem cursos na modalidade a distância, 67% querem começar imediatamente e 13% pretendem iniciar na metade de 2022. Quando a preferência é um curso presencial, 63% querem ingressar no próximo semestre e 14% no segundo semestre de 2022.

Para o diretor-presidente da ABMES, Celso Niskier, a pesquisa identifica o crescimento da confiança dos estudantes em ingressar na graduação com o avanço da vacina e a retração da pandemia no Brasil. Nesse cenário, Niskier destaca que as instituições de ensino devem se preparar para receber os alunos pós-pandemia após a experiência com o ensino remoto.

“Ficou bem claro que o futuro do ensino é híbrido e que os jovens querem o melhor dos dois mundos. Está nas mãos das instituições esse desejo de combinar as atividades híbridas e presenciais. Esses candidatos procuram universidades que oferecem programas flexíveis que combinam presencial com remota, com trabalhos práticos. As que souberem oferecer esse modelo híbrido terão maior chance de captação”, afirma Niskier.

A pesquisa foi feita entre 14 e 16 de novembro, via internet, com consulta a 1.043 estudantes considerados potenciais alunos de cursos presenciais e a distância em instituições particulares de ensino superior, em todas as regiões brasileiras.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil
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