Imunização completa com Coronavac está garantida no Vale do Aço, afirma superintendente

23/11/2021 às 10:00
Divulgação/SES
A nova fase da campanha de vacinação do governo federal não deverá contar com doses da Coronavac

O contrato para compra da vacina Coronavac, imunizante do Instituto Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, não será renovado pelo Ministério da Saúde. O anúncio foi feito pelo presidente do Butantan, Dimas Covas, por meio de uma nota. Apesar disso, o superintendente regional de Saúde, Ernany de Oliveira, informou ao Diário do Aço que a imunização completa das pessoas não será prejudicada na região.

Conforme o superintendente, a vacina Coronavac foi fornecida, desde o início da campanha de imunização, de forma "casada", ou seja, com o envio das duas doses necessárias. “Ainda assim, se houver algum município que precise da segunda dose, é necessário verificar o motivo da necessidade e realizar a solicitação com justificativa para a Superintendência Regional de Saúde (SRS) em Coronel Fabriciano”, afirma.

Ernany de Oliveira ainda destaca que “na Central Estadual da Rede de Frio há uma reserva técnica mínima da vacina Coronavac para caso algum município tenha necessidade ainda de aplicar a segunda dose”.

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O presidente do Butantan, Dimas Covas, anunciou, no dia 17 deste mês, que a Coronavac não será utilizada na estratégia de aplicação da terceira dose e da dose de reforço da vacina contra a covid-19. Dimas avaliou isso como um “erro de estratégia vacinal” do Ministério da Saúde.

Segundo Dimas, a justificativa de que a Coronavac não foi incluída na nova fase da campanha de vacinação do governo federal se baseia no princípio de intercambialidade de imunizantes – ou seja, quem recebeu a primeira e segunda dose de uma vacina com uma certa tecnologia, deve receber uma terceira dose de uma plataforma vacinal diferente a fim de potencializar a resposta imune do organismo contra o vírus Sars-CoV-2. A maior parte da população acima de 60 anos foi vacinada com Coronavac.

“No caso deles, para aproveitar a intercambialidade de vacinas, é preciso adotar, na dose de reforço, um imunizante que foca em combater a proteína Spike (usada pelo Sars-CoV-2 para infectar as células), caso da vacina de vetor viral com adenovírus ou de RNA mensageiro (que não é o caso da Coronavac). Mas a situação da população de 18 a 60 anos, que recebeu majoritariamente as vacinas com base em proteína Spike, é diferente”, destaca Dimas.

Diferencial

O presidente do Butantan ressalta que a Coronavac tem o diferencial de ser fabricada com a técnica de vírus inativado. “Isso significa que ela possui todas as partes do Sars-CoV-2 em sua composição, enquanto a maioria das outras tecnologias de imunizantes utilizam somente uma parte da proteína Spike. Com isso, a Coronavac é capaz de gerar uma resposta imune mais abrangente às mutações do vírus, inclusive se elas não estiverem relacionadas a essa proteína”, pontua.
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