Ipatinga terá novo ato Fora Bolsonaro no Dia da Consciência Negra

18/11/2021 às 17:12
Divulgação/Arquivo
O ato que já ocorreu em outras cidades, como Coronel Fabriciano, agora será em Ipatinga, começando no bairro Canaã

No próximo sábado (20), o Dia da Consciência Negra, data que marca a morte de Zumbi dos Palmares, o Fórum em Defesa da Vida – Vale do Aço vai promover novo ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Desta vez, a manifestação será em Ipatinga, com concentração marcada para às 8h30, em frente à Escola Municipal Arthur Bernardes, no bairro Canaã.

A campanha reúne movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda. “Estamos na luta, em defesa do povo negro e dos indígenas, da Saúde e da Educação pública e de qualidade para todos. Contra os preços abusivos do gás, da comida e da gasolina. Contra o desemprego e os ataques aos direitos dos trabalhadores. Traga sua voz e venha defender a vida”, convidam os organizadores, pedindo que as pessoas usem máscaras, álcool em gel e mantenham o distanciamento social durante o ato.

Em nota, o movimento enfatiza que “o descaso no combate à pandemia, o aumento da fome, do desemprego, a alta geral dos preços e o consequente caos econômico e social pelo qual passa o país impacta primeiramente e com mais intensidade a população negra e pobre. Só com a saída de Jair Bolsonaro vamos fazer avançar políticas públicas de promoção da igualdade racial”.

Os organizadores observam que, nos dois primeiros anos deste governo, a fome aumentou 27,6% no Brasil. “E mais da metade da população brasileira, ou 116,8 milhões de homens, mulheres e crianças estão hoje em situação de insegurança alimentar. A maioria é negra: dados do Olhe para a Fome apontam que eles são 10,7% dos que não comem. O número cai para 7,5% entre os brancos”.

Pobreza e desemprego

Segundo o IBGE, em 2019 os brancos eram 38,92% dos trabalhadores com carteira assinada. Para os pretos e pardos, somente 32,22%. “Também são os que ganham menos, com remuneração média quase R$ 1.000 mais baixa que os trabalhadores brancos. A taxa de informalidade é outro dado revelador do racismo estrutural: enquanto chega a 30,1% dos empregos dos brancos, bate a casa dos 39,9% para os pretos e 43,5% para os pardos”, lista o grupo.
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