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Alta do dólar e dos combustíveis tem influenciado aumento do gás de cozinha
O preço do gás de cozinha tem sido uma preocupação para as famílias brasileiras. O preço do combustível já teve vários reajustes neste ano. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana passada o preço do gás de cozinha aumentou 1,5%. Só em outubro, alta de 3,5%. No acumulado do ano, o preço do gás de cozinha aumentou 36,4%.
Com os aumentos, no Vale do Aço, o preço do botijão pode chegar a R$ 115 como constatou o Diário do Aço em uma pesquisa junto às principais revendedoras em Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga. Com esses constantes aumentos, o uso do fogão a lenha e cozinhar mais quantidade de uma só vez têm sido algumas saídas para economizar no gasto mensal do combustível.
O gás liquefeito de petróleo, mais conhecido como GLP ou gás de cozinha, adquirido pelas distribuidoras, pode ser revendido para o segmento industrial (geralmente a granel, utilizando caminhões-tanque) ou para clientes dos segmentos comercial, residencial e institucional (a granel ou engarrafado em cilindros ou botijões). No preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda também estão incluídos os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos pontos de revenda.
Embora o Brasil seja o grande produtor de petróleo e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), os preços são definidos pelo dólar, que segue uma tendência de alta.
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Conceição tem usado o fogão a lenha para economizar o gás de cozinha
O botijão de gás de 13 quilos pode custar de R$ 110 a R$ 112 em Coronel Fabriciano, em Ipatinga o GLP foi cotado a R$ 115, já em Timóteo o preço do botijão pode ser encontrado de R$ 110 a R$ 115.
A dona de casa Conceição de Souza Ribeiro, moradora de Timóteo, conta como tem sido difícil encaixar no orçamento tantos aumentos no preço do botijão de gás. “Eu estou usando mais é o fogão a lenha, às vezes fico cinco ou seis dias sem usar o fogão a gás porque o dinheiro que usaria pra comprar o gás eu compro comida, pois não adianta ter gás e não ter comida”, contou.
A vendedora Lúcia Ferreira Marques Cordeiro gasta um botijão de 13 quilos de gás de cozinha por mês e também conta que tem buscado alternativas para economizar. “Eu cozinho feijão uma vez por semana. Às vezes penso em fazer um fogão a lenha em casa, mas até a lenha agora tem que comprar e dessa forma gasta do mesmo jeito”, explica.