13 de outubro, de 2021 | 15:55

Saldo de empregos nos pequenos negócios de Minas Gerais segue em alta

Débora Anício
Segmento gerou três vezes mais vagas de empregos do que as médias e grandes empresas em agostoSegmento gerou três vezes mais vagas de empregos do que as médias e grandes empresas em agosto

O saldo de empregos nas micros e pequenas empresas (MPE) mineiras em agosto foi de 29 mil vagas, um aumento de 6,8% em relação a julho. É o quarto mês consecutivo de aumento no saldo de empregos nas MPE, que geraram duas vezes mais vagas do que as médias e grandes empresas no mês de agosto. É o que mostra o levantamento feito pelo Sebrae Minas, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

O saldo é a diferença entre o número de admissões e demissões. Em agosto, as MPE foram responsáveis por 67% do saldo de vagas criadas em Minas Gerais. O setor de Serviços impulsionou a geração de empregos no segmento em agosto: foram 13,2 mil vagas, 45% do saldo das MPE naquele mês.

Em relação a julho, o saldo de vagas em Serviços cresceu quase 40%, o que vai ao encontro do índice de confiança dos empresários do setor em agosto. “Serviços foi o segundo setor que mais cresceu em confiança naquele mês, segundo a pesquisa Iscon, variando cinco pontos em relação a julho”, ressalta Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas.

Os três municípios com os melhores saldos de empregos nas MPE em agosto foram: Belo Horizonte (5,8 mil), Uberlândia (1,2 mil) e Contagem (1,1 mil). E os três com os saldos mais baixos foram: Perdizes (-57 mil), Martinho Campos (-49 mil) e São Gotardo (-43 mil).

Chama a atenção no levantamento o aumento da participação das mulheres no saldo de empregos das MPE. Elas ocuparam cerca de 47% das vagas geradas pelo segmento em agosto, um aumento de quatro pontos percentuais em relação a julho.

Jovens entre 18 e 24 anos continuam liderando a ocupação de postos de trabalho nas MPE mineiras, respondendo por mais de 13 mil vagas em agosto, o equivalente a 44% do saldo total. Na sequência ficaram os adultos entre 25 e 39 anos (8,9 mil) e os de 49 a 59 anos (4,8 mil).
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