05 de outubro, de 2021 | 15:23

Empresas assinam termo de adesão aos projetos ''Caminhos'' e ''Cidadania em Rede''

Divulgação
Projetos ''Caminhos'' e ''Cidadania em Rede'' têm por objetivo promover a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social, os egressos do sistema penitenciário e as pessoas em conflito com a leiProjetos ''Caminhos'' e ''Cidadania em Rede'' têm por objetivo promover a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social, os egressos do sistema penitenciário e as pessoas em conflito com a lei

Termos de adesão de empresas aos projetos “Caminhos” e “Cidadania em Rede” foram assinados na sede do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Os projetos, iniciados em fevereiro deste ano, são fruto de parceria entre o MPMG, por meio da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Social (Cimos), Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) e Ministério Público do Trabalho (MPT) da 3ª Região.

Também foi assinada a resolução nº 15/2021, de 21 de setembro de 2021, que altera a resolução nº 2/2013 e regulamenta os procedimentos para instauração, promoção e implementação de projetos sociais. A resolução foi assinada em solenidade no dia 21 de setembro pelo procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Jr., e pelo corregedor-geral de Justiça do MPMG, Luciano França da Silveira Júnior e vai proporcionar aos órgãos de execução do MPMG a possibilidade de firmar parcerias com entidades de direito privado nos assuntos de responsabilidade social, com atuação por meio de projetos sociais.

O coordenador de Inclusão e Mobilização Sociais, promotor Paulo César Vicente de Lima, lembrou o ambientalista Hugo Werneck, que dizia que vivemos na mesma casa e o MP deve trabalhar com e não contra alguém, viver em "comum unidade" e que não era possível excluir as empresas. "Não há outro caminho, ninguém transforma o mundo sozinho", ressaltou.

A desembargadora Maria Luiza de Marilac, coordenadora do Núcleo de Voluntariado do TJMG, contou que os projetos "Caminhos" e "Cidadania em Rede" foram desenvolvidos de acordo com a Agenda 2030 da ONU. "Nós acreditamos que a concretização dos projetos conduzirá ao desenvolvimento de habilidades, criatividade e capacidade laborativa, componentes basilares da autoestima, e colaborará para viabilizar a inserção na sociedade de nosso público-alvo", afirmou.

O vice-presidente do TJMG, desembargador José Flávio de Almeida, disse que integrar a Agenda 2030 da ONU por meio de ações de prevenção, aliadas aos objetivos de desenvolvimento sustentável, representa o compromisso do Poder Judiciário com o aperfeiçoamento para proporcionar um serviço mais célere e eficiente para a população. "A ideia é estimular a sociedade para que realize iniciativas em prol da população mais vulnerável", declarou.

Direitos humanos

O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Jr., enumerou os esforços do MPMG em prol dos direitos humanos e do terceiro setor e agradeceu as empresas e escritórios de advocacia que se juntaram aos projetos. "Só posso agradecer os que aderiram. As empresas enxergam que o lucro legítimo não pode ser um bem absoluto, ele pode ser compartilhado de alguma forma com aqueles que mais precisam. Temos que ter a convicção de que é preciso sonhar para fazer", finalizou.

Os parceiros que passaram a integrar os projetos "Caminhos" e “Cidadania em Rede” são a ArcelorMittal, representada pelo CEO de Aços Longos para a América Latina, Jefferson de Paula; AVG Siderurgia, pelo presidente Bernardo Andrade Valadares Gontijo; Bemisa, pelo presidente Augusto Cesar Calazans Lopes; Extrativa Mineral S/A Cedro Mineração, pelo diretor jurídico Eduardo Soares do Couto Filho, Sindicato da Indústria Extrativa de Minas Gerais, pelo presidente Luís Márcio Vianna e Centro Mineiro de Alianças Multisetoriais, pela diretora Marcela Giovanna, escritório Dinorá Carla Sociedade Individual de Advocacia, pela advogada Dinorá Carlas e escritório Nepomuceno de Sousa Soares, pela advogada Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares.

Experiência

O CEO de Aços Longos da ArcelorMittal, Jefferson de Paula, explicou que a empresa vai contribuir financeiramente e também com outras ações para viabilizar os projetos, usando a experiência de 32 anos da Fundação ArcelorMittal. "As empresas não são só ganhar dinheiro, temos que pensar acima disso", afirmou.

O “Caminhos” tem por objetivo promover a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social, em especial os egressos do sistema penitenciário, as pessoas em conflito com a lei - submetidas às audiências de custódia e aquelas em situação de rua. Já o “Cidadania em Rede” abrange ações de cidadania e fortalecimento social, voltado para as pessoas mais vulneráveis. Por meio dele, os moradores serão apresentados a um novo conceito de alimentação, com o incentivo de criação de hortas comunitárias e inclusão social por meio do trabalho, da arte e da cultura, inicialmente no aglomerado da Cabana do Pai Tomaz, região Oeste de BH. (Com informações da Ascom Integrada /Ministério Público de Minas Gerais)
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