Deputado federal protocola pedido de CPI para investigar facada de Bolsonaro

13/09/2021 às 14:29
Reprodução de vídeo
Em 6 de setembro de 2018, o então candidato Bolsonaro sofreu um atentado, que pode virar algo de investigação na Câmara

Após publicação do documentário “Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil”, no fim de semana, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) anunciou que protocolou na Câmara um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o atentado sofrido pelo então candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, um mês antes das eleições de 2018.

Em publicação feita no Twitter na manhã desta segunda-feira (13), o deputado diz: “Estou agora na primeira hora protocolando pedido de abertura da CPI da Facada. Estou convencido de que foi uma armação. Aproveitaram a doença que esse sujeito tinha na época e criaram essa narrativa do atentado. Ele foi de 8 segundos de Tv para 24 horas de Tv”.

No documentário, o jornalista investigativo Joaquim de Carvalho, do site de notícias Brasil 247, acompanha todo o episódio da facada e aponta supostas incoerências e falhas de segurança e de investigação.

Após ser alvo da facada em 2018, desferida por Adélio Bispo, Bolsonaro não participou de nenhum debate presidencial e teve sua exposição aumentada em todos os meios de comunicação. Para muitos, a facada foi importante para a eleição de Bolsonaro.

Entre diversas questões levantadas no documentário, o jornalista mostra fotos que Adélio fez de ambientes em que Bolsonaro esteve e que não haviam sido previamente divulgados na imprensa; da presença de Adélio e de Carlos Bolsonaro num mesmo clube de tiro; dos seguranças que protegeram Adélio e que tempos depois foram promovidos, ganhando até cargos no governo.

No domingo (13), um dia depois do lançamento do documentário, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, disse que se trata de fake News.

Atualmente, Adélio Bispo está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Em junho de 2019, ele foi absolvido pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental. Na decisão, o magistrado responsável pelo caso decidiu também que ele deveria ficar internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. No entanto, diante da periculosidade do acusado, Adélio permaneceu no presídio federal.
Últimas notícias
Big Image
{{ modalData.legenda }}