20 de agosto, de 2021 | 09:52

Membro detalha atuação da Maçonaria no Vale do Aço

Silvia Miranda
Ainda em fase de conclusão, monumento em praça de Fabriciano celebra os 60 anos da Maçonaria no Vale do AçoAinda em fase de conclusão, monumento em praça de Fabriciano celebra os 60 anos da Maçonaria no Vale do Aço
(Silvia Miranda - Repórter do Diário do Aço)
Umas das mais antigas organizações do mundo, a Maçonaria existente há mais de 60 anos no Vale do Aço e há muitos séculos no mundo. Ainda é considerada secreta e misteriosa para muitas pessoas, principalmente para religiosos mais tradicionais. Mas diferente de muitas teorias, um membro antigo no Vale do Aço conta como a organização tem princípios bíblicos e defende a busca pela melhoria do caráter humano.

Segundo informações da própria Maçonaria, atualmente existem cerca de seis milhões de maçons no mundo, presentes em 160 países. Sendo os Estados Unidos considerado a maior potência maçônica, tendo na nota de um dólar um símbolo da maçonaria. O Brasil é considerado a terceira potência. Na região do Vale do Aço, a maçonaria está presente na Região Metropolitana e alguns outros municípios do entorno, com 20 lojas e cerca de 500 membros.

Silvia Miranda
Izaías José da Silva há 26 pertence à Loja Maçônica União e Progresso de Coronel FabricianoIzaías José da Silva há 26 pertence à Loja Maçônica União e Progresso de Coronel Fabriciano
O militar veterano, Izaías José da Silva, de 73 anos, há 26 pertence à Loja Maçônica União e Progresso no bairro Giovanini em Coronel Fabriciano. Ele explica que é impossível falar da história do Brasil e de Minas Gerais sem falar na Maçonaria. Por muito tempo considerada secreta, ele prefere se referir à organização como discreta. “Essa ideia de secreto vem dos tempos antigos, quando não podia revelar o segredo de grandes construções da época, hoje somos apenas discretos, mas temos muita atuação social e todos os anos organizamos a distribuição de milhares de cestas básicas, além de cadeiras de rodas e cadeiras de banho, mas muitas pessoas não sabem disso”, contou.

Atualmente, a loja do bairro Giovanini é dirigida pelo Venerável, termo dado ao gestor por Humberto Oliveira de Araújo, mas Izaías foi Venerável de 2010 a 2012 na mesma sede e recentemente é presidente do Conselho de Veneráveis da Região Metropolitana do Vale do Aço. O maçom também possui o grau 33, uma espécie de graduação máxima, pelos estudos alcançados.

Quando perguntado sobre como escolheu entrar para a organização, Izaías diz ter sido escolhido. Para fazer parte é preciso mesmo ser indicado por um membro, intitulado como padrinho. “Minha família era evangélica e logo foi contra, mas quando expliquei sobre como realmente funcionava, eles aceitaram. E quando conheci toda a forma organizada e de muita disciplina eu me apaixonei”, destacou.

Membros

Atualmente, cada loja na região tem em média 50 membros, todos homens de diversas profissões, o objetivo é ajudar uns aos outros. As reuniões são realizadas uma vez por semana, para participar é preciso ser indicado e passar pela aprovação do conselho. A esposas atuam em ações separadas, principalmente de cunho social.

Diferentemente das lendas, Izaías conta que um dos fundamentos da Maçonaria é acreditar na imortalidade da alma e no criador Deus, chamado como o Grande Arquiteto do Universo. “Mas nós aceitamos todo o tipo de pessoas, de religiões ou profissões ou de partidos políticos, basta ter uma conduta ilibada, exemplar e familiar”, ressaltou.

A data no Brasil

O dia do Maçom é comemorado em todo o mundo no dia 22 de fevereiro, mas no Brasil foi escolhida para o dia 20 de agosto devido à Proclamação da Independência do Brasil que teria ocorrido neste dia, dentro de um templo maçônico no Rio de Janeiro, em 1822, numa seção maçônica com a presença de Dom Pedro I, José Bonifácio e Gonçalves Ledo, considerado um influenciador do fato.
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