Sérgio Reis convoca caminhoneiros para protesto: ''não vai chegar nem feijão pra vocês''

14/08/2021 às 19:49
Reprodução de vídeo
O cantor, compositor e empresário do agronegócio, Sérgio Reis, de 81 anos, foi deputado federal no mandato de 2015 a 2019

Ex-deputado federal, o cantor e compositor sertanejo, e agropecuarista, Sérgio Reis, convocou caminhoneiros para protestarem contra o Supremo Tribunal Federal e a favor do presidente Jair Bolsonaro, no feriado de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil. Reis foi deputado federal pelo PRB de São Paulo, no mandato de 2015 a 2019.

Em um vídeo que passou a circular nos grupos de whatsapp neste fim semana, o cantor alerta que "a cobra vai fumar" se o STF (Supremo Tribunal Federal) não atender as reivindicações do ato a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como o voto impresso e o impeachment de ministros da Corte.

"Nós vamos parar por 72 horas. Se não fizerem nada, nas [outras] próximas 72 horas ninguém anda no país. Vai parar tudo. Vamos cercar Brasília, e o país. Está vindo gente de todo lugar. E ai do
caminhoneiro que furar esse bloqueio. Ônibus vai voltar com passageiro. Só vai passar a polícia. Vai parar porto, vai parar tudo. Não vai chegar nem feijão para vocês”, afirmou o cantor e pecuarista.

A reunião com empresários do agronegócio e representantes dos caminhoneiros foi realizada quinta-feira (12/8).

Ainda segundo Sérgio Reis, "Nada nunca foi igual ao que vai acontecer. Se eles [os ministros do STF] não atenderem ao nosso pedido, a cobra vai fumar", ameaçou o sertanejo. Veja uma parte do vídeo, abaixo.



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Bolsonaro quer impeachment de ministros

Neste sábado (14), Bolsonaro afirmou que pedirá ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma abertura de processo para investigar os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Em seu perfil no Twitter, o presidente publicou que os magistrados "extrapolam com atos os limites constitucionais".

Na última sexta, Moraes autorizou o pedido de prisão do ex-deputado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro, por suposta participação em milícias digitais.

Bolsonaro citou o artigo 52 da Constituição Federal, em que "compete privativamente ao Senado Federal" processar e julgar os Ministros do STF em casos de crime de responsabilidade.

A fala do presidente vem na esteira da derrota do voto impresso na Câmara dos Deputados e da prisão do aliado Roberto Jefferson.
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