29 de julho, de 2021 | 10:00
Mais de 50 mil pessoas morreram em decorrência da covid-19 em Minas
Médico atuante em Ipatinga alerta que, mesmo com o avanço da vacinação, cuidados devem ser mantidos, principalmente pelos jovens
(Bruna Lage - Repórter do Diário do Aço)A pandemia da covid-19 parece não ter fim. Apesar do desenvolvimento das vacinas e do avanço da imunização, o número de mortes em Minas Gerais atingiu a triste marca de 50.059 pessoas vítimas do coronavírus, conforme dados desta quarta-feira (27) da Secretaria de Estado de Saúde. No país os números são ainda mais alarmantes, 551.835 óbitos foram registrados até ontem, de acordo com o Ministério da Saúde. Diante deste cenário, o médico Norberto de Sá Neto, que atua como diarista da UTI Geral e plantonista da UTI Covid da Unimed Vale do Aço e também no Hospital Municipal Eliane Martins, de Ipatinga, alerta que os jovens devem se cuidar, pois são o novo foco da doença.
De acordo com os boletins epidemiológicos disponibilizados pelas administrações municipais, Ipatinga registrou, desde o começo da pandemia em março de 2020, até o dia 27 de julho 838 óbitos; Coronel Fabriciano 330 mortes; Timóteo 329 e Santana do Paraíso 107. A respeito do cenário de internações e novos casos, Norberto aponta que nessa semana os números clarearam”, com uma queda significativa de casos, tanto na rede pública quanto privada, com o anúncio de fechamento de leitos de UTI e mudança no atendimento destinado à covid.
Temos visto o número de novos casos baixar. A Unimed tem um marcador de número de exames versus exames positivos, e tem caído. Mas agora o problema é que os casos novos são pessoas jovens. Se por um lado vivem mais que os idosos, os jovens ficam mais tempo na UTI, porque toleram mais e ocupam a unidade por muito mais tempo. Eles têm também a falsa percepção de que estão protegidos, que não terão a doença, mas não é isso que temos visto. Tem havido óbitos de jovens e eles também levam a doença para os idosos”, frisa.
O médico lembra que a vacinação está na faixa dos 30 e poucos anos, variando de acordo com o município e que a situação é preocupante, porque a imunização ameniza e torna mais branda a doença. Temos visto em quem não tomou (a vacina) essa piora. Quem foi vacinado tem a forma mais branda da doença, ou tem a forma grave, mas numa porcentagem pequena”, aponta.
Fique atento
Norberto lembra que os cuidados devem ser mantidos, mesmo com o avanço da vacinação. Principalmente o jovem, ele deve ficar atento, não sair para festa, manter os hábitos de higiene, ter os cuidados anunciados lá atrás, no início da pandemia. Nos Estados Unidos anunciaram que máscaras serão novamente necessárias em alguns locais, não adianta vacinar e não proteger. Devemos manter os cuidados por bastante tempo ainda. Evitar essa falsa sensação de que estamos protegidos, porque não estamos. Isso deve ocorrer quando chegarmos a 75% de vacinados (o Brasil tem 19% da população vacinada com duas doses), com a chamada imunidade de rebanho. Mas essas pessoas de 30 e poucos anos que começaram a serem imunizadas agora estão na primeira dose, ainda vão receber a segunda e devem aguardar alguns dias ainda após essa aplicação até considerarem-se imunizados. Não dá pra afrouxar”, reitera.
Por fim, ele lembra que o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde alertaram que deverá ocorrer a aplicação de uma terceira dose. Então, quem tomou a Coronovac e algumas outras vacinas com taxas de proteção semelhantes à dela, não estará protegido antes disso. Vamos ter que esperar todos tomarem a vacina, antes disso, os cuidados devem ser mantidos, de forma a evitar novas mortes”, conclui.
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