28 de julho, de 2021 | 09:00
Exigência de vacinas para entrada em países deve mudar em breve, afirma infectologista
Arquivo DA
Carmelinda Lobato destaca que a prioridade agora é vacinar para proteger a população brasileira e não para vacinar viajante
(Tiago Araújo - Repórter do Diário do Aço)
Carmelinda Lobato destaca que a prioridade agora é vacinar para proteger a população brasileira e não para vacinar viajante Com o avanço da vacinação contra a covid-19 em vários países, foi possível reabrir as fronteiras para os imigrantes de diversas nacionalidades, fechadas por mais de um ano devido à pandemia. No entanto, para isso ocorrer, alguns governos exigem que os estrangeiros estejam vacinados com os imunizantes permitidos no país onde desejam entrar. Esse tipo de obrigação fez com que surgisse uma preocupação entre os viajantes em relação ao imunizante contra a covid-19 que devem tomar, com medo de não conseguirem colocar seus pés no seu destino de viagem. Isso porque algumas vacinas usadas em alguns países, não são validadas em outros.
Conforme apurado pelo Diário do Aço, pessoas vacinadas com a Pfizer, por exemplo, são aceitas nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Inglaterra e outros. Imunizados com a Janssen, são aceitos nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, África do Sul e outros. Com a Astrazeneca são: União Europeia, Canadá, Inglaterra e outros. Já com a Coronavac são: China, Hong Kong, Finlândia, Paraguai, Chile, Suíça, entre outros.
Em entrevista ao Diário do Aço, a infectologista ipatinguense Carmelinda Lobato explicou que a exigência de determinada vacina que cada país está implementando é de acordo com a sua vivência ou realidade. Ainda não existe uma certeza ou uma regra em relação a essa recomendação, mas de fato ela existe, até porque, as vacinas protegem das formas graves da doença e nós já estamos observando que é possível diminuir o contágio do coronavírus em algumas situações”, ressaltou.
Atenção
Diante das exigências, a infectologista destaca que os brasileiros com planos de viajar para fora do país devem ficar atentos. Nós recomendamos que essas pessoas, antes de decidirem seu destino de viagem, olhem diretamente no site oficial do país sobre as exigências que estão fazendo com relação às vacinas, se exigem quarentena ao desembarcar e se estão aceitando brasileiros, porque isso varia em cada país”, alertou.
Prioridades
Carmelinda Lobato salienta que é preciso entender que o Ministério da Saúde do Brasil não direciona vacina para público que vai viajar especificamente. Nós estamos fazendo uma vacinação emergencial e as pessoas têm que se vacinar com a vacina que está disponível na Unidade Básica de Saúde (UBS). Se a população começar a fazer exigência de uma determinada vacina porque vai viajar para a Europa ou para os EUA, a Unidade de Saúde não tem como responder a essa demanda, porque nós dependemos dos imunizantes que são enviados pelo Ministério da Saúde e a prioridade agora é vacinar para proteger a população brasileira e não para vacinar viajante”, destacou.
Mudança em breve
Apesar de alguns países não aceitarem todas as vacinas que estão disponibilizadas no Brasil neste momento, a infectologista ipatinguense destaca que todas essas vacinas protegem contra as formas graves da covid-19. É uma escolha do país não aceitar alguns dos imunizantes, mas acredito que isso vai mudar em breve, porque todas essas vacinas já são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como sendo efetivas e eficazes para combater a covid-19”, pontuou.
Mais informações
Carmelinda Lobato também salienta que as pessoas interessadas em obter mais informações relacionadas à viagem e vacina podem procurar atendimento no Centro de Controle de Doenças Infectoparasitárias de Ipatinga (CCDIP), no bairro Cariru, em Ipatinga, onde é oferecido atendimento toda quarta-feira para esse tipo de demanda. É só ligar no CCDIP para agendar atendimento pelo número (31) 3928-8601 e a pessoa vai poder esclarecer suas dúvidas sobre situação envolvendo vacinas para viajar”, concluiu.
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