Fotos: Martin Damen/AT5
Marcos Coelho, que morava na Holanda há 20 anos, estava neste carro conversível
O dançarino fabricianense Marcos Coelho, de 45 anos, foi morto a golpes de faca durante uma briga de trânsito na Holanda, fato ocorrido na madrugada de domingo (18) na capital Amsterdã. Marcos vivia no país europeu havia 20 anos, onde ministrava aulas de dança e fazia publicidade na capital holandesa. Ele morreu quando recebia atendimento médico em um hospital local.
Segundo informações do site de notícias AT5, de Amsterdã, a confirmação da morte de Marcos foi feita pela polícia por volta do meio-dia de domingo (18). O crime teria ocorrido durante a madrugada e a vítima foi encaminhada a um hospital. Apesar dos esforços das equipes médicas, o fabricianense não resistiu e morreu.
Assim que houve a descoberta do crime, os policiais encontraram um homem de 29 anos que também estava ferido e suspeito de estar envolvido no caso. Ele foi preso e levado ao hospital para ser medicado.
O site divulgou que os pedestres teriam dito que Marcos estaria em um carro e o crime pode ter sido motivado durante uma discussão no trânsito, com ciclistas. Outros dois suspeitos também foram presos. Eles têm 34 e 35 anos de idade, segundo o repórter Martim Damen, do site AT5.
As investigações sobre o ocorrido ainda estão em andamento para saber o que realmente aconteceu e o que levou o fabricianense a ser esfaqueado.
El Capitán MarKusDançarino, “El Capitán MarKus” (o capitão MarKus, tradução do espanhol, como Marcos brincava nas redes sociais) trabalhava dando aulas de dança, além de fazer publicidade na cidade. O fabricianense era conhecido por promover festas de carnaval no estilo brasileiro na Holanda.
O jornal O Tempo divulgou que Marcos deixou dois filhos e há outros familiares da vítima que residem na Holanda. É possível que o velório e, em seguida, o enterro sejam realizados no país europeu onde a vítima fez carreira profissional.
O jornalista Geraldo Félix, que é do Vale do Aço e trabalha em Belo Horizonte, lamenta o caso ocorrido com o fabricianense. Ao Diário do Aço, ele disse que Marcos foi para a Holanda em busca do sucesso. “Conseguiu dar uma vida excelente à sua família. Era um dos maiores dançarinos de samba na cidade de Amsterdã”, explicou.
Félix acrescentou que o dançarino era filho de um conhecido carregador de papel na cidade de Coronel Fabriciano, de apelido “Dinoitinho”. “Ele foi amigo de infância de muita gente, aí em Fabriciano”, lembrou o jornalista nesta terça-feira.
Os amigos nas mídias sociais lamentavam o ocorrido. “Todo faceiro, sorridente e amigo! Bom cozinheiro, adorava fazer bolos, festeiro, amigo, excelente pai, dançando dava show de deixar qualquer um de queixo caído!”, comentou uma amiga de Marcos em uma página pessoal. “Vai agora dar show, dançar e animar o céu!!! Descanse em paz querido, jamais vamos te esquecer”, concluiu.