16 de junho, de 2021 | 17:12

Clubes da Série A querem criar liga independente da CBF para organizar Brasileirão

Felipe Oliveira/EC Bahia
Equipes querem ter controle sobre o campeonato nacional, o que já ocorre na Inglaterra, Espanha e Alemanha Equipes querem ter controle sobre o campeonato nacional, o que já ocorre na Inglaterra, Espanha e Alemanha

Dezenove dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro enviaram uma carta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informando a decisão de criar imediatamente uma Liga de Futebol do Brasil, que será fundada assim que possível, para organização do certame nacional. O único clube que não assinou a carta foi o Sport, que está sem presidente no momento.

O objetivo das equipes é ter mais controle sobre o Brasileirão, o que já ocorre na Inglaterra, Espanha e Alemanha. Nestes países, o campeonato local é comandado pela liga dos clubes, independente da federação nacional. No Brasil, quem controla todas as competições nacionais é a CBF. Um dos grandes problemas enfrentados ano após ano pelos clubes é o calendário pesado de jogos, o que a liga pretende solucionar ou, ao menos, amenizar.

Conforme o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, a liga pretende melhorar o formato do Brasileirão. “Por novo calendário, mais planejamento, investimentos e receitas. Por democracia, com equilíbrio, união e trabalho. Sem conflitos, sem ressentimentos”, afirmou nas mídias sociais.

A carta diz que a decisão é “em razão de diversos acontecimentos que vêm se acumulando ao longo dos anos e revelam um distanciamento total e absoluto” entre os clubes e a CBF.

A decisão dos clubes de criar uma liga independente ocorre num momento de fragilidade da CBF, que no início do mês aceitou sediar a Copa América (após desistências de Colômbia e Argentina) sem comunicar antes à comissão técnica da seleção brasileira e sem paralisar o Campeonato Brasileiro. Por causa do torneio, vários times estão desfalcados e foi preciso modificar horários e locais de jogos do Brasileirão por causa dos jogos da Copa América.

A fragilidade da CBF também pode ser vista na presidência, ocupada provisoriamente por Antônio Carlos Nunes, após afastamento de Rogério Caboclo, investigado após denúncia feita por uma funcionária da entidade de assédio moral e sexual. Sobre esse assunto, os clubes entendem que Caboclo não voltará ao comando da CBF e querem participar da articulação de escolha do próximo presidente.
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