08 de junho, de 2021 | 06:18

TCU afirma que não fez relatório sobre número inflado de mortes de Covid-19 citado por Bolsonaro

Na manhã de segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro declarou a apoiadores em Brasília que haveria um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando que "em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid". Entretanto, no fim da tarde, o TCU informou oficialmente que não há informações em relatórios do tribunal que apontem isso.

Em publicação em suas mídias sociais, o Tribunal de Contas da União apontou o seguinte: “O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que “em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid”, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”.



Ministros do TCU também negaram a existência do relatório citado por Bolsonaro. “O TCU reforça que não é o autor de documento que circula na imprensa e nas redes sociais intitulado “Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil”

“O relatório final, que não é conclusivo, disse que em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, segundo o Tribunal de Contas da União”, afirmou Bolsonaro a apoiadores. “Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente que a imprensa não vai divulgar. Já passei para três jornalistas com quem eu converso e devo divulgar hoje à tarde. Está muito bem fundamentado, todo mundo vai entender, só jornalista não vai entender”, completou Bolsonaro.

Bombou nas redes

A polêmica criada na segunda-feira estourou nas redes de apoiadores do presidente. A pauta com a defesa que “as mortes da Covid-19” são uma farsa é uma das principais pautas de negacionistas (junto a ataques às vacinas, defesa da hidroxicloroquina e ataques a medidas de proteção como o isolamento social).

Ao contrário do que afirma o negacionismo, há a possibilidade de que o Brasil tenha mais mortes por Covid-19 do que o registrado. Quando o Brasil atingiu 400 mil mortos, pesquisadores chegaram a apontar uma subnotificação de 35% nas mortes (ao comparar óbitos por Síndrome Aguda Respiratória Grave) por covid-19. Com isso, o número real seria (na época) entre 515 mil e 540 mil óbitos de infectados por Covid-19.

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