05 de junho, de 2021 | 09:00

Índice mundial de preços de alimentos atinge nível mais alto desde 2011

Percentual foi o mais alto desde 2011, aponta Organização das Nações Unidas para a Alimentação

Bruna Lage
O índice da FAO mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcarO índice da FAO mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar

O índice de preços mundiais dos alimentos atingiu o nível mais alto no mês de maio, desde 2011, chegando ao 12º aumento mensal consecutivo, segundo a agência de alimentos das Nações Unidas. A informação foi divulgada na quinta-feira (3). A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) também divulgou previsão para a produção mundial de cereais em 2021, antevendo uma produção de quase 2,821 bilhões de toneladas – um novo recorde e 1,9% acima dos níveis de 2020.

O índice de preços dos alimentos da FAO, que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, teve média de 127,1 pontos no mês de maio, contra 121,3 revisados em abril. O número de abril era anteriormente de 120,9. Na comparação anual, os preços subiram 39,7% em maio.

O economista ipatinguense, Amaury Gonçalves, avalia o cenário. “Os aumentos de preços recentes são explicados pela queda na produção em função da pandemia da covid-19, mas principalmente pela queda na produção estadunidense de milho; aumento do preço de óleos vegetais, em razão de maior demanda de soja e girassol para ração animal; e por causa de uma maior demanda por carnes no mercador chinês. Isto fez com que toda a cadeia produtiva de cereais, milho, sorgo, soja (matéria prima de ração para aves e gado) mantivesse pressão em função do aumento da demanda por carnes”, aponta.

Ainda segundo Amaury, a pandemia provocou interrupção nas cadeias produtivas e houve aumento das matérias-primas e fertilizantes para o setor agrícola. O índice de preços de cereais da FAO subiu 6% em maio no comparativo mensal e 36,6% no comparativo anual. Os preços do milho lideraram o aumento e agora estão 89,9% acima do valor do ano anterior. No entanto, a FAO disse que eles caíram no final do mês, impulsionados por uma perspectiva de produção melhorada nos Estados Unidos.

Óleos vegetais

O índice de preços dos óleos vegetais saltou 7,8% em maio, impulsionado principalmente pela alta nas cotações dos óleos de palma, soja e colza. Os preços do óleo de palma foram impulsionados pelo lento crescimento da produção no sudeste da Ásia, enquanto as perspectivas de uma demanda global robusta, especialmente do setor de biodiesel, elevaram os preços do óleo de soja.

Já o índice de carnes subiu 2,2% em relação a abril, com cotações para todos os tipos de carnes impulsionadas pelo ritmo mais acelerado de compras de importação por países do leste asiático, principalmente a China.

Cereais

Conforme a divulgação, a previsão de produção mundial recorde de cereais este ano foi sustentada por um crescimento anual projetado de 3,7% na produção de milho. A produção global de trigo deve aumentar 1,4% com relação ao ano anterior, enquanto a produção de arroz deve crescer 1,0%.

A utilização mundial de cereais em 2021 aumentou 1,7% para um novo pico, logo acima dos níveis de produção. “Prevê-se que o consumo total de alimentos à base de cereais aumente juntamente com a população mundial”, vislumbra a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
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Gildázio Garcia Vitor

05 de junho, 2021 | 09:40

“? o que está salvando a economia brasileira, matando os pobres e empobrecendo a "nova" classe média, que surgiu após a implantação do Plano Real pelo Presidente Itamar Franco, a estabilização da economia e a melhor distribuição da renda Nacional nos anos dos governos Lula e Dilma.”

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