03 de junho, de 2021 | 15:49

Polícia do Rio monta força-tarefa para apurar desabamento de prédio

© Tomaz Silva/Agência Brasil
Informações indicam que imóvel foi construído há mais de 20 anosInformações indicam que imóvel foi construído há mais de 20 anos
(Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro montou uma força-tarefa para apurar as circunstâncias do desabamento do prédio na comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio, na madrugada de hoje (3), e o possível envolvimento de milicianos em construções irregulares na região.

A força-tarefa é integrada pela 16ª DP (Barra da Tijuca), a 32ª DP (Taquara), a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais.

Segundo informações preliminares da polícia, o imóvel que desabou foi construído há mais de 20 anos por pessoas que moravam no local e a construção não teria ligação com a milícia.

Policiais civis estiveram na comunidade e conversaram com testemunhas e vítimas.

A perícia no local começará a ser feita assim que os bombeiros liberarem a área.

“Diligências já estão sendo realizadas para esclarecer as causas do desabamento e o possível envolvimento de milicianos em outros empreendimentos imobiliários da região”, completou, em nota.


Pai e filha morrem em desabamento de prédio



Pai e filha morreram no desabamento do prédio de quatro andares, ocorrido na madrugada desta quinta-feira (3) na Comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O Corpo de bombeiros conseguiu retirar o corpo da menina de apenas 2 anos, sete horas após a tragédia. Já o corpo do pai dela só pode ser resgatado, nove horas depois.

A mãe da criança também estava no prédio, mas foi resgatada com vida e levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Além dela, outros três feridos foram socorridos: um homem e uma mulher que já receberam alta e mais uma mulher que foi internada no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Equipes de quatro quartéis do Corpo de Bombeiros atuaram no resgate com a ajuda de cães farejadores. E para evitar uma tragédia maior, quatro prédios que ficam ao lado e em frente ao que desabou foram interditados pela Defesa Civil, que verificou danos nas construções. A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que a construção era irregular. O prefeito Eduardo Paes admitiu que isso é comum nas favelas e comunidades cariocas, e foi agravado com a exploração imobiliária ilegal feita por grupos criminosos.

O governador Claudio Castro, que também esteve no local, concordou que as autoridades devem dar maior atenção ao problema e defendeu fiscalização integrada.

A tragédia ocorreu por volta das três e vinte da manhã. Moradores relatam que ouviram estalos e logo em seguida viram o edifício desmoronar. A queda provocou também um incêndio, mas as chamas foram controladas pelos bombeiros ainda de madrugada.

A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do desabamento e agentes estão no local identificando testemunhas. A perícia será iniciada assim que os bombeiros concluírem o trabalho e liberarem a área.

A comunidade de Rio das Pedras fica próxima da Muzema, onde uma tragédia semelhante ocorreu em abril de 2019. Na ocasião, dois edifícios desabaram, deixando 24 mortos.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário