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30 de maio, de 2021 | 12:00

Trabalhadores escolherão novo presidente e diretoria do Sindipa

Divulgação
Geraldo Magela Duarte é o atual presidente do sindicatoGeraldo Magela Duarte é o atual presidente do sindicato

A eleição que definirá qual chapa irá comandar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Siderúrgicas, Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Material Eletrônico e de Informática de Ipatinga, Belo Oriente, Ipaba e Santana do Paraíso, o Sindipa, será realizada entre os dias 8 e 11 de junho. Duas chapas concorrerão neste pleito, com o atual presidente, Geraldo Magela Duarte, em busca da reeleição e Vilmar Cardozo da Silva, funcionário da Laminação a Frio da Usiminas, como oponente. O escolhido ocupará o posto pelo período de quatro anos.

A chapa 1 é encabeçada por Magela, para quem a prioridade continuará a ser a defesa dos direitos, empregos e melhores condições de trabalho para o conjunto da categoria, trabalhadores efetivos na Usiminas, nas empreiteiras e demais empresas metalúrgicas, além de acompanhar as demandas e lutas dos aposentados.

“Com total independência em relação aos patrões e governos, seguiremos nosso objetivo de aprofundar cada vez mais a luta nos locais de trabalho, combatendo o arrocho salarial. Arrocho esse que atinge o conjunto da classe trabalhadora no Brasil, com também seguiremos na mobilização para manutenção e ampliação dos direitos. Entre as nossas prioridades também está a luta pelo turno que não imponha a jornada massacrante e garanta o devido descanso aos trabalhadores, respeitando seus dias de folga”, pontuou.

Avanços

Sobre quais avanços acredita ter alcançado nesta gestão, o presidente avalia que o principal deles foi, sem dúvida nenhuma, a retomada do sindicato como instrumento de luta e defesa dos direitos dos trabalhadores. “Isso ocorreu em 2013, quando derrotamos a chapa controlada pela Usiminas. Encerrou-se a era em que os patrões mandavam no Sindipa. Também teve fim a promiscuidade produzida pelas diretorias anteriores que dilapidaram o patrimônio da categoria e aceitaram a redução de direitos dos trabalhadores”, avalia Geraldo Magela.

Projetos

Para uma possível reeleição, o sindicalista exemplifica algumas de suas prioridades. Em primeiro lugar, manter a independência em relação aos patrões e governos, fortalecendo a luta pela manutenção e ampliação dos direitos, pelo devido aumento salarial e por melhores condições de trabalho, dentre outros pontos.

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Vilmar Cardozo da Silva concorrerá pela primeira vez nesta disputa Vilmar Cardozo da Silva concorrerá pela primeira vez nesta disputa
Chapa 2

Concorrendo pela primeira vez ao posto, Vilmar Cardozo também não participou do pleito em outras chapas, segundo informou ao Diário do Aço. “Sou funcionário da área de Laminação a Frio da empresa e até então só fiz parte da comissão de Participação de Lucros e Resultados (PLR). Não tenho ligação com sindicatos, sou sindicalizado, mas não tenho histórico com partidos políticos, por exemplo, tampouco forças sindicais”, revela.

Para o metalúrgico, o sindicato não representa a categoria, não havendo nenhum retorno de pautas até agora. “Queremos melhores condições para os trabalhadores, como plano de saúde mais acessível; vale alimentação, que hoje não existe; melhor divisão da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) e um horário de trabalho diferente do que vem sendo praticado. Isso precisa ser debatido com os funcionários de modo coletivo e em votação, mas de forma que contemple períodos de folga com mais qualidade de descanso para o trabalhador”, almeja.

Vilmar Cardozo trabalha há 24 anos na Usiminas, tendo passado pela Delta, Sankyu, Embasil e atualmente é funcionário da própria Usiminas. “Coloquei meu nome à disposição da chapa 2 sem amarras políticas e disposto a fazer mudanças para conquistar benefícios para os trabalhadores metalúrgicos de Ipatinga e região. Para mim é fundamental ter capacidade para dialogar, assim como o trabalho em equipe de todos os integrantes da chapa. É a união em prol dos trabalhadores, em busca de melhorar as condições de trabalho dos metalúrgicos”.

Segundo ele, é chegado tempo de mudança. “É hora de olhar para frente e saber que podemos mais. Há anos estamos estagnados, sem perspectiva de melhora. Divididos entre o passado e o presente. Esse é espírito da chapa 2, a mudança que o trabalhador quer”, conclui.
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