16 de maio, de 2021 | 10:00

Estoques de sangue têm níveis preocupantes

Médica do HMC e estado voltam a alertar sobre queda nas doações

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com a queda no número de doações, o temor é de não ter suporte transfusional para pacientesCom a queda no número de doações, o temor é de não ter suporte transfusional para pacientes
(Bruna Lage - Repórter do Diário do Aço)
A Fundação Hemominas conclamou os doadores voluntários de sangue de todos os tipos sanguíneos, em especial os dos tipos O positivo, O negativo e A positivo, a comparecerem em suas unidades para realizar a doação e ajudarem a reverter a situação de queda nos estoques de sangue. Em Ipatinga, a médica responsável pelo setor de hemoterapia do Hospital Márcio Cunha (HMC), Elisa Helena Russo Rodrigues Gomes, reforça o pedido.

No estado, atualmente os estoques de sangue estão, em média, 48% abaixo do ideal, sendo que a queda dos tipos O negativo, O positivo e A positivo chega a 60%. Apesar da suspensão das cirurgias eletivas, a Fundação Hemominas lembra que, a todo instante, pessoas sofrem acidentes, necessitam de cirurgias de urgência, de transplantes etc. Além disso, alguns pacientes - como os portadores de anemias falciformes, hemofilia e outras doenças crônicas - precisam, constantemente, de receber transfusão de sangue e hemocomponentes.

No HMC, Elisa Gomes Houve aponta que houve sim uma diminuição na doações, em torno de 20% no ano de 2020, comparado a 2019, em razão das mudanças impostas pela pandemia da covid-19 e que afastou as pessoas do hospital. “Uma das preocupações desses doadores é de serem contaminados com o vírus quando vão ao hospital. Mas o HMC tem tomando todas as medidas protetivas para que não haja contaminação dos doadores na hemoterapia. As doações que antes eram agendas e voluntárias, hoje ocorrem somente com agendamento, para que não haja aglomeração no setor”, tranquiliza.

Segurança

Para os doadores é oferecido álcool em gel na entrada do setor e dentro da hemoterapia. Eles precisam utilizar máscara, assim como os colaborares do setor, que trabalham equipados com proteção individual. “Houve também o afastamento das cadeiras de doação, de forma a diminuir o contato entre doadores. As pessoas gripadas ou com algum sinal de infecção são orientadas no guichê 16, que é onde ocorre a entrada para subir à hemoterapia. Elas devem retornar somente quando tiverem um estado de saúde melhor. Estamos tomando todos os cuidados de proteção para que possa ser feita a doação com segurança”, reitera.

Vacina

Quem foi vacinado contra a covid-19 também está apto a doar, desde que obedeça ao intervalo de acordo com o tipo de vacina. “Quem tomou a Sinovac/CoronaVac aguardar 48 horas para doação. Já se for a AstraZeneca, deve aguardar sete dias após cada dose”, indica a médica.


Como doar



Para ser doador no HMC basta comparecer à unidade I, no guichê 16, das 7h às 11h ou das 15h às 18h20 e fazer um cadastro. As doações estão sendo agendadas por meio do telefone 3829-9600. Alguns critérios são estabelecidos, como estar em boas condições de saúde, pesar mais de 52 kg, ter comportamento sexual seguro e não estar em jejum.

“Os doadores devem ter entre 16 e 69 anos. Aqueles que tiverem 16 e 17 podem doar, desde que seus pais estejam presentes. Se um dos genitores não estiver no local, será necessária assinatura com consentimento formal e registrado em cartório por parte do genitor ausente, além de outros critérios que serão avaliados durante a entrevista”, pontua.

Aqueles que tiveram covid ou contato com pessoa contaminada podem doar, mas devem aguardar um período de 14 dias (no caso de quem teve contato com contaminado) e 30 dias assintomáticos, para aqueles que contraíram a doença. “Com a pandemia os doares deixaram sim de vir, por medo de contaminação. E o nosso medo é de não termos o suporte transfusional para esses pacientes e pedimos que as pessoas venham fazer a doação”, conclui Elisa Helena Russo Rodrigues Gomes.
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