15 de maio, de 2021 | 09:00

Campanha reforça segurança do processo eleitoral

Chefe do cartório eleitoral da comarca de Coronel Fabriciano atesta idoneidade da urna e não vê motivos para se falar em fraude

Reprodução TSE
Ministro Luís Roberto Barroso lançou campanha na tarde desta sexta-feira Ministro Luís Roberto Barroso lançou campanha na tarde desta sexta-feira

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, apresentou à imprensa nesta sexta-feira (14) a nova campanha da Justiça Eleitoral sobre a segurança, transparência e auditabilidade do processo eleitoral. O material foi divulgado durante transmissão ao vivo nos canais do TSE. No ano em que a urna eletrônica completa 25 anos, um trabalho evidenciando a idoneidade do processo tem sido feito. O chefe do cartório eleitoral da 97ª Zona Eleitoral da comarca de Coronel Fabriciano, Arnaldo Brasileiro, reitera o discurso e diz ao Diário do Aço que não vê motivos para questionamentos ao sistema eletrônico de votação.

Durante sua explanação, o ministro Barroso destacou que as urnas serviram para pôr fim a uma história manchada pelo coronelismo e votos de cabresto, onde os resultados eram adulterados se não correspondiam a interesses. “Historicamente tivemos problemas na contagem dos votos de papel, de modo que o advento das urnas eletrônicas mudou a qualidade da democracia no Brasil e, desde então, as urnas vêm sendo utilizadas com sucesso, sem que jamais tivesse sido documentado um caso de fraude”, aponta.

De lá para cá, lembra o ministro, foram eleitos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (no PSL, à época do pleito), sem que em momento algum a cidadania brasileira tivesse alguma dúvida de que os resultados eleitorais correspondiam à vontade popular. “Ainda assim concebemos, desde o ano passado, a ideia de uma campanha para demonstrar a segurança e audibilidade de cada parte relevante no processo, desde o desenvolvimento dos programas, até a totalização. É isso que começamos hoje (dia 14), o passo a passo de cada uma das camadas de auditoria”, reforça.

Polêmica

Embora o voto na urna eletrônica já seja auditável, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) defende o voto impresso. Na quinta-feira (13), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a aprovação de um projeto que quer tornar obrigatória a impressão de cédulas de papel após votação na urna eletrônica, apelidado de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso. O posicionamento rendeu elogios do presidente Jair Bolsonaro, que também apoia a matéria.

Comissão

Com a proposta de levar transparência à população será constituída uma comissão externa de observação, que atuará internamente no TSE para acompanhar cada passo do processo eleitoral até o momento da totalização dos votos. “Pretendemos chamar para essa observação externa representantes de universidades, instituições públicas e demais entidades, além do Congresso Nacional. Não temos nada a esconder, aqui se joga limpo, com transparência e todos os integrantes podem acompanhar de boa-fé cada passo do que se faz aqui dentro”, afirma Barroso.

Reforço

Para Arnaldo Brasileiro, a campanha é apenas um reforço ao que já se sabe: urna eletrônica é confiável. “Além disso, todos os anos os trabalhos são abertos para os envolvidos no processo eleitoral, como partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados e público interessado. A urna não é conectada a nada além da energia elétrica. Por diversas vezes foram registradas denúncias de possíveis irregularidades, mas nunca foram comprovadas, isso porque a cada ano são criados mecanismos para aumentar as barreiras de segurança. Testes são realizados e até hoje ninguém conseguiu acessar a urna”, defende.

A urna eletrônica é utilizada pelo Brasil e por mais de 40 países. O chefe do cartório eleitoral acrescenta que não há espaço para se falar em fraude. “É um sistema confiável e não há de se falar em mudanças, pois seria desnecessário”, reitera.

25 anos

Desde a sua estreia nas Eleições Municipais de 1996, a urna eletrônica passou, ao longo de sua trajetória, por constantes aprimoramentos, tanto em seus componentes de software, quanto na modernização estética do equipamento (hardware). Esses aperfeiçoamentos seguiram a evolução tecnológica, sempre se destinando a fortalecer as barreiras de segurança e a entregar aos milhões de eleitores brasileiros um aparelho intuitivo e de fácil manejo no momento do voto.
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Comentários

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Capitão

16 de maio, 2021 | 00:48

“Urna eletrônica nunca foi confiável. Em 2014, o PSDB não aceitou o resultado, se não fosse o acordo entre FHC e Lula, o Aécio teria levado o caso adiante. Em 2018 todos sabem que Bolsonaro ganhou no primeiro turno, foi visível a fraude. A urna e o processo de transmissão podem sim ser fraudados, há inúmeros especialistas que provam isso.”

Chatisse

15 de maio, 2021 | 10:23

“procurando mais problemas!!!!!”

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