08 de maio, de 2021 | 08:00

Projeto Mapa da Mina inicia fase 2 em Ipatinga

Divulgação
Segunda fase do projeto que está em vigor tem como principal objetivo o cercamento de 40 nascentesSegunda fase do projeto que está em vigor tem como principal objetivo o cercamento de 40 nascentes

O Projeto Mapa da Mina, desenvolvido em Ipatinga em parceria com o Instituto Interagir e Ministério Público de Minas Gerais, chega a sua segunda fase de desenvolvimento. As ações, que são realizadas dentro na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Ipanema (BHRI), contribuem com produção de água e vida aquática para a recuperação do rio. Os trabalhos iniciaram em janeiro de 2015, mapeando nascentes em todo o território do município de Ipatinga, desde áreas urbanas até as zonas rurais.

O diretor do Instituto Interagir, Alessandro de Sá, explica que as principais nascentes estão nas zonas rurais do município, como nas comunidades do Ipanemão, Ipaneminha, Tribuna, Pedra Branca, Morro Escuro e Taúbas. Ao longo dos seis anos de projeto, foram visitadas e mapeadas 577 nascentes em mais de 215 propriedades, sendo que 40%, ou seja, 230 nascentes, apresentam características ambientais comprometidas, causando uma redução do volume de água do ribeirão Ipanema, necessitando assim de proteção e recuperação. “Portanto, a segunda fase do projeto que está em vigor propõe como principal objetivo o cercamento de 40 nascentes, que colaboram com a produção de água e abastecimento de núcleos de famílias que residem nas comunidades rurais e de extrema importância para manter o equilíbrio ecológico da fauna e flora local”, pontua.

O município de Ipatinga é um polo industrial onde há uma grande expansão urbana. Com o crescimento da cidade, a população tende a aumentar e a necessidade de recursos também. “É de consenso universal que a água é o recurso mais importante para a sobrevivência humana, sendo responsável até por conflitos em algumas regiões do mundo. Portanto, torna-se evidente a necessidade de um controle de gerenciamento e preservação sobre a bacia hidrográfica da cidade, e preservar as nascentes mapeadas pelo projeto é evitar uma eventual crise de abastecimento de água”, observa Alessandro.

Metodologia

A metodologia da segunda fase do projeto iniciou com reuniões com os proprietários, ocasiões em que foi discutido como seria feita a proteção e recuperação das nascentes. O proprietário contemplado assinou um termo de adesão que firma o acordo e estabelece as principais diretrizes para o bom funcionamento do projeto. Os insumos, materiais necessários para o cercamento das nascentes como mourões, arame, grampos e recursos para auxiliar na mão de obra foram adquiridos por meio de parcerias feitas pelo Ministério Público, por meio da promotoria de Meio Ambiente e do promotor Rafael Pureza. Além do trabalho de proteção das nascentes, é realizado também a medição de vazão de dez pontos dentro da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Ipanema, pela supervisão da bióloga Luciana Alvarenga.

"Durante todo o projeto é feito a Educação Ambiental, sendo realizadas oficinas e minicursos para a comunidade rural sobre como realizar a proteção e recuperação de nascentes e a importância desse trabalho para a sociedade e município. A relação das ações de educação ambiental com o projeto é de fortalecer as ações de recuperação e proteção ambiental, divulgação das ações do projeto, criando assim uma conscientização ambiental de toda a sociedade envolvida”, conclui o diretor do Instituto Interagir, Alessandro de Sá.

Projeto

O Projeto Mapa da Mina possui o monitoramento de suas metas e de sua planilha financeira. O acompanhamento integral da Plataforma Semente é vinculado ao Centro Mineiro de Alianças intersetoriais (CEMAIS).
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Comentários

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Selma

08 de maio, 2021 | 20:39

“Aqui no bairro Ideal tem uma nascente bem na avenida”

Antonio Dimas Guedes Otoni

08 de maio, 2021 | 11:18

“Tinha uma mina derramando na BR 381 em frente ao escritório central da Usiminas, sempre nas minhas caminhadas lavava as mãos, refrescava naquela aguinha caindo, depois que roçaram o local a água parou de cair, o que será que aconteceu? será que dá para revitaliza-la...... alô Usiminas.....”

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