01 de maio, de 2021 | 10:00

Casamentos migram do mês de maio para dezembro

Apesar da preferência pelo mês das noivas, fim do ano teve mais matrimônios em Ipatinga

Arquivo DA
Dados de registro civil apontam maior quantidade de casamentos no fim do ano, em Ipatinga Dados de registro civil apontam maior quantidade de casamentos no fim do ano, em Ipatinga

O mês de maio tem sido, ao logo dos anos, o queridinho das noivas para o enlace matrimonial. Entretanto, no ano passado, Ipatinga contabilizou mais casamentos em dezembro: foram 188. O padre Efferson Andrade acredita que o costume não foi perdido, apenas adaptado em razão da pandemia da covid-19. Já o geógrafo William Passos, que é especializado em demografia, classifica maio como um mês caro, o que pode ter influenciado na alteração do padrão.

Maio teve 109 casamentos em 2020, 79 a menos do que dezembro do mesmo ano. Já os dados de 2021, contabilizados até o mês de abril, já são maiores que os do ano passado, talvez pela adaptação das pessoas à nova realidade, diante do convívio diário com a pandemia. Os dados estão disponíveis no site registrocivil.org.br. Efferson Andrade lembra que maio, dentro da fé católica, é considerado mês mariano e muitas noivas optam por ele, em busca da proteção de Nossa Senhora.

“Além disso, geralmente tem um clima mais ameno. Não acredito que as noivas tenham deixado toda essa tradição, assim como setembro, por ser primavera e bastante procurado. No ano passado o que afetou mais foi a pandemia, um cenário ainda obscuro e que não tivemos tantas atividades por causa da pandemia”, contextualiza o padre.

Ele acrescenta ainda que muitos casais optaram por remarcar a data para um período melhor e acabaram ficando com o mês de dezembro. “Neste ano ainda estamos celebrando casamentos que seriam realizados em 2020. As circunstâncias da pandemia fizeram com que esse sonho não se realizasse naquele período, mas pudesse ser realizado em outro, como dezembro. Mas minha avaliação é positiva mesmo assim, porque essas pessoas não desistiram do sonho, apenas alteraram quando seria realizado”, opina.

Mudança

Sobre essa alteração de datas, William Passos pondera que essa diferença só existe no plano do desejo. “Na prática, o mês mais escolhido, em geral, é dezembro. Casar em maio é mais caro. Em dezembro, além dos custos de salão e decoração mais baratos que em maio, a entrada do 13º salário, a possibilidade de emendar a lua de mel em janeiro ou nas festas de fim de ano e o simbolismo do entrar no novo ano casada fazem com que muitas noivas optem pelo último mês do ano. O movimento maior nos cartórios, igrejas e setor de eventos confirma isso”, avalia.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário