Arquivo DA/Foto ilustrativa
Fase ainda menos restritiva do Minas Consciente entra em vigor no dia 1º de maio
A melhora nos indicadores possibilitou que, após 45 dias em fases mais restritivas, quatro macrorregiões, dentre elas o Vale do Aço, avancem para a Onda Amarela do plano Minas Consciente, permitindo medidas mais flexíveis para abertura do comércio e outras atividades. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29) pelo Comitê Extraordinário Covid-19, grupo que se reúne semanalmente para avaliar o avanço da pandemia no Estado. Na semana passada, as cidades do Vale do Aço já haviam sido classificadas na Onda Vermelha, o que permitiu que atividades consideradas não essenciais fossem retomadas depois de mais de um mês na Onda Roxa.
Na Onda Amarela, alguns pontos são menos restritivos que a Vermelha, como maior capacidade de pessoas em eventos (100 em vez de 30), capacidade de pessoas por metro quadrado (10 na Vermelha e quatro na Amarela), dentre outros. Segundo o governo de Minas, nos últimos 14 dias, o Estado teve queda de 38% na incidência da covid-19. Na última semana, a redução foi de 13%.
Outras regiõesAs regiões Norte, Triângulo do Norte, Vale do Aço e Jequitinhonha poderão seguir as normas da Onda Amarela a partir de sábado (1/5), após publicação no Diário Oficial de Minas Gerais. Também avançam para a Amarela as microrregiões de Curvelo, Patos de Minas, João Pinheiro, Carangola, Muriaé, Ubá, Cássia/Passos, Piumhi e São Sebastião do Paraíso. As localidades apresentaram quedas sustentadas na positividade e na incidência, além de redução na espera por leitos.
A macrorregião Nordeste também teve melhora nos indicadores e avançou para a Onda Vermelha do Minas Consciente. Assim, nenhuma região mineira se encontra na Onda Roxa, criada como medida emergencial em março para restabelecer a capacidade assistencial do sistema de Saúde.
MelhoraO governador Romeu Zema ressaltou que, embora ainda seja extremamente necessário manter os cuidados sanitários para evitar a propagação do vírus, o cenário é de melhora em todo o Estado e reflete o esforço dos mineiros nas últimas semanas. “As medidas restritivas da Onda Roxa foram penosas para todos, mas o nosso esforço, agora, aparece na queda considerável na incidência e no número de internações. Isso se refletirá, nas próximas semanas, em queda no número de óbitos, que é o principal objetivo”, disse.
O secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, afirmou que a positividade também caiu nas últimas semanas, assim como a pressão por leitos. Atualmente, o percentual de pessoas com sintomas gripais que testam positivo para covid-19 é de 39%. O número chegou a cerca de 50% no último mês. Já a fila de espera por um leito de UTI caiu de 211, no dia 22, para 179 nesta quinta-feira.
“Essa queda demonstra que o vírus está circulando menos na sociedade. Tivemos queda consistente no número de novos casos. Os dados indicam que o nosso pico foi no dia 15/4 e a Onda Roxa foi fundamental para que não tivéssemos uma alta muito pior do que a que vivenciamos”, defendeu.
AulasAlém das atividades comerciais, as aulas presenciais foram outro ponto de ajuste na rotina dos municípios. Nas quatro cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), a retomada foi autorizada no início desta semana, com datas diferenciadas para cada caso/idade. No caso de Santana do Paraíso, somente as escolas particulares receberam aval, por meio de decreto. As escolas públicas municipais permanecerão com aulas na modalidade on-line/remota.
Quando a fase do plano era a mais restritiva, a Onda Roxa, a presença dos municípios não era facultativa. O que não ocorre nas demais ondas.