Álbum pessoal
Nivaldo Resende tinha 67 anos
Foi sepultado na tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério Parque Senhora da Paz, no bairro Veneza II, em Ipatinga, o corpo do jornalista do Diário do Aço Nivaldo Resende. Ele tinha 67 anos, não resistiu aos efeitos da covid-19 e morreu na madrugada de ontem. Sem velório, o cortejo saiu às 15h30 da Funerária Nova Aliança, na avenida Londrina e seguiu para o cemitério, onde foi sepultado às 16h.
Nivaldo estava internado no Hospital Municipal Eliane Martins, em Ipatinga, desde sexta-feira (9), depois de testar positivo para a doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Ele era casado e deixou a esposa, Maria Alice de Oliveira e três filhos, Anelise, Andresa e Francisco Mário (esse já falecido), além de duas netas.
Atualmente trabalhava como revisor da versão impressa do Diário do Aço e como editor da página de Cultura e Entretenimento. Também era responsável pelos suplementos Ecologia e cadernos das edições especiais do jornal.
Em função das medidas sanitárias adotadas pelo Diário do Aço desde o fim de março de 2020 e por causa de comorbidades que tinha, Nivaldo trabalhava à distância, em sua casa, no bairro Bom Retiro. Entretanto, há duas semanas foi atacado por tosse persistente e febre, testou positivo para covid na semana passada e foi hospitalizado.
Resende era defensor de medidas para conter a disseminação do coronavírus, era um crítico ferrenho do negacionismo da pandemia e contava os dias para que pudesse ser vacinado. Ele não chegou a tomar nem sequer a primeira dose da vacina contra a covid-19.
Histórico Nivaldo Resende nasceu em Ritápolis (Campos das Vertentes) e foi criado em São João del-Rei. Mudou-se para Ipatinga em 1975, trabalhou na Usiminas, foi diretor do Clube dos Escritores de Ipatinga (Clesi) e integrante das Academias de Letras de Ipatinga e de Mariana.
Em sua jornada desde os anos 1970, atuou no rádio, foi assessor na Prefeitura de Coronel Fabriciano, no Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), Associação Comercial, Industrial e de Prestação de Serviços (Aciapi) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ipatinga, entre outras instituições.
O jornalista também publicou poemas e crônicas em jornais, além de dois livros. Sua primeira obra literária foi um livro de contos e crônicas: "Papo de Peão" (1997). Depois veio "A Morte Oval" (2001), que reúne histórias policiais que viu, ouviu ou acompanhou, e que foi adotada em um dos vestibulares da Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa).
Participou ainda de coletâneas literárias com autores diversos, dentre elas, a antologia “Lumens”, publicada pela Academia de Letras, Ciências e Artes de Mariana, e a antologia "Literatura e Trabalho" (1986), editada pelo Ministério do Trabalho.
Álbum pessoal
Resende era defensor de medidas para conter a disseminação do coronavírus e sonhava em tomar a vacina contra a covid-19
CondolênciasCompanheiros de trabalho de longa data, o ex-editor chefe do Diário do Aço, hoje aposentado, João Senna dos Reis, lamentou a perda de Nivaldo Resende. “O ensimesmado (na definição do Nivaldo Das Candongas) está sem chão. Nivaldo, além da nossa trajetória por décadas no jornalismo, era ‘de casa’ e sempre estávamos juntos para tomar umas e outras e saborear uma boa comida. E, claro, com assuntos de sobra para falar sobre tudo e todos”, escreveu em mensagem enviada à redação.
Outro ex-companheiro de trabalho e amigo, sobrevivente da covid-19, Ruisley Chaves publicou em sua página pessoal que esse é um momento de dor e revolta pela perda do meu amigo, compadre e irmão do coração: “Vou guardar as boas lembranças do que vivemos quando trabalhamos juntos no Diário do Aço e no Sindipa. Vou guardar as lembranças das vezes em que fomos pescar e tomar umas brejas. Vou guardar a lembrança da sua visita, há um mês, quando me trouxe de presente uma caixa da sua cerveja preferida de São Gonçalo do Rio Abaixo. Ainda estão ali, guardadas. É meu amigo, tínhamos ainda muita história pra contar. Muito bate-papo. Você continuará morando para sempre em meu coração. A dor nesse momento é enorme. Mas o privilégio de ter tido a sua amizade vai me confortar nesse momento".
Ana Gabriela Dias Cardoso, diretora Corporativa de Comunicação e Relações Institucionais da Usiminas, enviou mensagem por meio da qual externou pesar pela passagem de Resende: “Foi com grande pesar que recebemos a notícia do falecimento do jornalista Nivaldo Resende, uma perda irreparável para os leitores do Diário do Aço e para toda comunidade do Vale do Aço. Em nome das nossas equipes da Diretoria de Comunicação e do Instituto Usiminas, nossas condolências aos profissionais do jornal e à toda família do Nivaldo”, conclui a nota.