07 de abril, de 2021 | 13:07

Cebus devolveu 13 animais à natureza em março

Dentre os bichos devolvidos às matas estava  um tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)Dentre os bichos devolvidos às matas estava um tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) atendeu, no mês de março, a 46 animais vindos de diversas cidades da região, inclusive Governador Valadares e Tarumirim.

Foram devolvidos ao ambiente natural 13 indivíduos de 5 espécies diferentes, entre aves e mamíferos que chegaram para tratamento e reabilitação a partir de abril de 2020.

Dentre os animais devolvidos à natureza neste mês constam diversas aves e três mamíferos, todos vítimas da ação humana, seja por meio de agressões ou da expansão urbana, que destrói o seu habitat.

“Em alguns casos, a reabilitação para devolução à natureza só foi possível devido ao resgate rápido. Alguns destes animais passam um período bem extenso em tratamento, recebendo alimentação igual ou similar do habitat original e desenvolvendo comportamentos que facilitam sua ressocialização e sobrevivência sem os cuidados humanos. Alguns já estão conosco desde o ano passado e muitos não poderão ser devolvidos à vida livre”, relata o médico-veterinário e responsável técnico pelo Cebus, Lélio Costa e Silva.

Entre os mamíferos que foram soltos constam um Quati (Nasua nasua), um Gambá (Didelphis sp) e um Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla). Todos chegaram com boas condições, passaram por exames e receberam tratamento de acordo com a necessidade.
Divulgação
Foram devolvidos ao ambiente natural 13 indivíduos de 5 espécies diferentes, entre aves e mamíferos que chegaram para tratamento e reabilitação a partir de abril de 2020Foram devolvidos ao ambiente natural 13 indivíduos de 5 espécies diferentes, entre aves e mamíferos que chegaram para tratamento e reabilitação a partir de abril de 2020

Já entre as aves que retornaram ao habitat estão duas Corujas Orelhudas (Asio clamator), sete Jandaias Maracanã (Aratinga leucophthalmus) e duas Suindaras (Tyto furcata), também conhecida como Coruja da Torre.

Todas precisaram de reabilitação por apresentarem ferimentos nas asas ou por terem sido retiradas dos ninhos ainda filhotes, menos uma Suindara, que foi trazida de Governador Valadares para treino de voo e caça.

Este trabalho tem a parceria da Associação Regional de Proteção Ambiental do Vale do Aço (Arpava) e Usiminas, e conta com o apoio e respaldo do Corpo de Bombeiros, Polícia de Meio Ambiente, Promotoria Estadual de Justiça e Instituto Estadual de Florestas (IEF).
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