Marcos Vinicius defende mudança no fluxo da vacinação contra a covid-19

05/04/2021 às 16:49
Reprodução
Prefeito de Coronel Fabriciano fez pronunciamento em transmissão ao vivo

Por meio da já tradicional transmissão ao vivo em suas mídias sociais, o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinicius Bizarro (PSDB), voltou a defender, na tarde desta segunda-feira (5), a necessidade de mudar o fluxo de vacinação contra a covid-19, auxiliando municípios menores no processo, o que reduziria a circulação do vírus nos grandes centros. Acrescentou que terá reuniões com prefeitos e secretários de saúde das cidades que integram a microrregião de saúde de Fabriciano, de modo a padronizar ações contar a doença.

A micro de saúde de Coronel Fabriciano/Timóteo tem, além das duas cidades, Antônio Dias; Jaguaraçu; Marliéria; Dionísio; Córrego Novo e Pingo D’água. Marcos Vinicius ponderou que o momento é confuso, em que a Justiça “não sabe de nada”, o Supremo Tribunal Federal (STF) diz uma coisa, prefeito (Alexandre Kalil, Belo Horizonte) manda fechar culto religioso e depois vem um ministro do próprio STF (Nunes Marques) liberando a realização das celebrações religiosas.

O prefeito assegurou que em Fabriciano a situação de casos da doença está estável e adiantou que daqui a alguns dias mostrará o segredo. “Mostro para o senhor, governador Zema, se quiser. Hoje tivemos reunião com Timóteo pra organizar fluxo, sentaremos com secretários de saúde da micro de Fabriciano, estamos bem adiantados, refazendo o calendário de vacina e plano de imunização, fizemos o municipal e explicaremos para os outros prefeitos”, disse.

Marcos Vinicius garantiu que dentro de 21 dias a região deverá sair do colapso, se seguir o modelo defendido por ele. “Porque Fabriciano, adotando certos procedimentos, tem sentido a redução dos casos. Se quiser saber Zema, te explico. É a única forma de nos próximos 21 dias sairmos desse caos que acontece no mundo, a gente começar a tratar isso através da medicina, teoria baseada na evidência”, reitera.

Atenção básica

Sobre a Onda Roxa, o prefeito alegou estar sendo forçado a fechar tudo por causa de uma teoria equivocada e que não mostra redução da pandemia. “Nosso problema não está no hospital, está na atenção básica, de como se comportar e de quem realmente precisamos vacinar. Não dá pra achar que o cidadão vai receber a segunda dose e sair com a capinha do ‘superman’. A Onda Roxa não diminuiu as internações, cada vez que isolar, terá mais casos”, avalia.

O chefe do Executivo fabricianense se mostrou desanimado com as políticas públicas que estão sendo apresentadas no estado. “Insiste no errado, não recua, vê gente morrendo e continua no erro. Abrir mais leitos não é a chave, é lá na atenção primária. Além disso, os municípios maiores têm de ajudar os menores na vacinação. Disponibilizar efetivo, recursos humanos e também vacinas, às vezes imunizar 1% na grande cidade não significa nada no aumento de número de casos e ocupação hospitalar. O isolamento como tem sido feito não adianta. E essa vacina tem criado uma falsa ilusão nas pessoas, se você está andando na rua depois de ter recebido a vacina, está matando gente por aí, contaminando as pessoas”, alerta.

Grandes ajudando os menores



Marcos Vinicius voltou a defender a ideia de que os grandes municípios têm de ajudar os pequenos na vacinação. Quanto menos recursos tiverem, de mais ajuda necessitam. “Do jeito que estamos imunizando está sendo ineficaz. Nós que estamos ocasionando isso. Se não pararmos a vacinação e redefinirmos o fluxo, vamos morrer todos abraçados. Em vez de salvar 40, vão morrer 100. Tem de ter uma reflexão grande dos gestores, vejo uma solução em médio prazo se mudarmos o fluxo da vacina, com urgência, e os maiores ajudarem os menores. Dessa forma, daqui a 21 dias, sairemos do caos. Tem gente de 30 e poucos anos querendo ser vacinado. Tem que ser um pouco mais humano. Quer tomar vacina pra ir pra balada? Vi casos de gente tomando a vacina e depois postando foto na praia”, frisou.

O gestor enfatizou que o governador deveria tomar medidas, mas que não o fez. “Qual alternativa melhor? Continuar isolado? Mudou alguma coisa com a Onda Roxa? Vamos sensibilizar os secretários de saúde e os prefeitos neste sentido”, concluiu o prefeito.

Denúncias

Enviada por leitor
Depois da Sexta-feira da Paixão, quando todo o comércio fechou, no sábado (3) as ruas das três maiores cidades da região ficaram movimentadas


No fim de semana de Páscoa houve várias denúncias de lojas abertas e filas nas portas. Com a onda roxa, os segmentos fora da lista de “essenciais”, funciona com a proposta de atender aos clientes na porta. Conforme as denúncias, depois da Sexta-feira da Paixão, quando todo o comércio fechou, no sábado (3) as ruas das três maiores cidades da região ficaram movimentadas. Fotos enviadas à redação mostram filas e aglomeração nas portas das lojas.
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