05 de abril, de 2021 | 12:26

Grande atuação

Fernando Rocha

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Fernando RochaFernando Rocha
O saudoso comentarista Osvaldo Faria costumava dizer que “clássico bom é o que rende assunto uma semana antes e outra depois”. O jogo do último domingo, em que o Atlético derrotou o América por 3 x 1 e se recuperou da derrota sofrida na última rodada para a Caldense, pode ser inserido nessa lavra dos bons clássicos.

Prevaleceu a melhor qualidade do time alvinegro, graças ao alto investimento feito pela sua diretoria, sobretudo ao trazer por muito dinheiro este argentino, Nacho Fernández, que tem encantado a todos com seu futebol participativo e de grande qualidade técnica.

Foram apenas três jogos dele, e por se tratar de um esporte imprevisível como é o futebol, não dá ainda para cravar 100%, mas pelo que mostrou até agora, Nacho Fernandez, “El Cérebro” para os torcedores do River Plate, poderá se tornar a melhor contratação feita pelo Galo depois de Ronaldinho Gaúcho, o maior de todos que já vestiram a camisa alvinegra.

Precisa melhorar
A vitória apenas de 1 x 0, suada, sofrida, sobre o Boa Esporte, foi importante para o Cruzeiro em vários aspectos, primeiro porque fez com que o time permaneça no G-4, mas, sobretudo, no sentido de dar moral aos jogadores, diminuindo a pressão sobre o técnico Felipe Conceição, que já estava balançando no cargo.

Mas há um consenso entre os torcedores e a crítica de que, se não forem feitas contratações de qualidade para reforçar o time, dificilmente o Cruzeiro irá conseguir o almejado acesso à Série A nacional este ano, podendo repetir o fiasco da temporada passada, onde apenas brigou para não ser rebaixado à Série C.

O técnico Felipe Conceição, que fez bons trabalhos no América e Guarani, não é mágico e muito menos milagreiro para fazer jogadores renderem acima do esperado, além da Série B este ano se desenhar como muito mais difícil, graças à participação de vários clubes de tradição e camisa igualmente pesada, como é o caso do Cruzeiro.

FIM DE PAPO
• A diretoria celeste precisa logo dar uma resposta e arranjar patrocínios para fazer as contratações de qualidade, reforços de verdade, não estes jogadores meia-boca que vieram até agora. Felipe Conceição ou qualquer outro treinador que assumir o time não dará conta do recado se nada for feito no sentido de qualificar melhor o elenco atual. Outra coisa é parar com essas ações midiáticas inapropriadas nas redes sociais, que acabam virando motivo de zombaria e gozações dos rivais. Ao invés de anunciar convenio com o Raja Casablanca, deveria, isto sim, concentrar esforços unicamente no futebol do clube, que precisa ser melhorado.

• O zagueiro paraguaio Alonso andou errando muitos passes e não fez um bom clássico. Mas é muito bom jogador e o único dos atuais zagueiros de área do Galo que inspira confiança. Guga até fez uma boa partida, mas é fraco para ser titular absoluto. Mariano é uma piada e Réver, por conta da idade avançada, não aguenta mais jogar em alto rendimento. O experiente técnico Cuca de bobo só tem a cara e os amigos, e já deve ter indicado à diretoria os nomes de um lateral e um zagueiro que possam chegar e assumir a titularidade.

• A paralisação do Campeonato Paulista, além de não ter os direitos de transmissão do Carioca, obrigou o Grupo Globo a “engolir” no fim de semana os estaduais de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O clássico Gre-Nal de sábado à noite, vencido pelo Grêmio de Renato Gaúcho por 1 x 0, com um golaço de outra revelação da sua base, Léo Chú, no finzinho da partida, foi destaque nos canais pagos. Pela TV aberta, no horário nobre de domingo, até que a equipe de transmissão para Minas Gerais foi caseira, comandada pelo narrador Rogério Corrêa, com comentários de Bob Faria e Fábio Jr, e reportagens de Pedro Rocha.

• Em rede nacional, a vitória merecida do Galo sobre o Coelho teve comentários de Paulo Vinicius Coelho-PVC e de ex-jogadores como Ricardinho e Grafite. Todos foram unânimes em elogiar a atuação do Atlético, enaltecendo a atuação de Nacho Fernández. Muito bom ver e ouvir opiniões de bons profissionais de outros estados, gente que, por não acompanhar o dia a dia dos nossos clubes, sob o calor das paixões e influências locais, emitem opiniões deferentes que só o tempo dirá se vão se confirmar ou tornar-se apenas bobagens ao vento. “O brasileiro gosta muito de ignorar as próprias virtudes e exaltar as próprias deficiências, numa inversão do chamado ufanismo. Sim, amigos: somos uns Narcisos às avessas”. Nelson Rodrigues (Fecha o pano!)
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