21 de março, de 2021 | 10:00

Superintendente regional de Saúde aponta motivos para ausência de hospitais de campanha

Arquivo DA
Ernany de Oliveira explicou que o governo estadual tem como foco em melhorar a estrutura hospitalar já existente  Ernany de Oliveira explicou que o governo estadual tem como foco em melhorar a estrutura hospitalar já existente
(Tiago Araújo - Repórter do Diário do Aço)
A pandemia de covid-19 provocou um aumento pela demanda dos atendimentos médicos em um curto período de tempo, provocando a lotação em hospitais, o que se viu acontecer primeiro em vários países da Europa e Ásia. No início da pandemia, uma estratégia encontrada por alguns governadores, com o intuito de se evitar um cenário apocalíptico, foi criar hospitais de campanha, mas ao longo do ano, foram desmontados. Muitos nem sequer chegaram a ser usados. Com o aumento novamente do número de internações, muitos leitores questionam, constantemente, o porquê de os hospitais de campanha não serem mais montados.

Em entrevista ao Diário do Aço, o superintendente regional de Saúde, Ernany de Oliveira, apontou o motivo de não existir o equipamento após o agravamento da situação epidemiológica.

Preparação

Ernany de Oliveira explica que, no início da pandemia, havia muitas incertezas em relação ao coronavírus e por causa disso, em abril do ano passado, o estado montou o hospital de campanha no Expominas, em Belo Horizonte, como forma de se preparar para o que poderia ocorrer, mas depois foi desmontado. “No entanto, ao longo desse tempo, o governo estadual ampliou em Minas Gerais e na região do Vale do Aço, o número de leitos, tanto de UTI Covid, quanto de Enfermaria Covid. Desse modo, foram ampliados muito mais leitos dentro da estrutura hospitalar do que propriamente de um hospital de campanha. Na nossa macrorregião já foi aumentada em mais de 200% o número de leitos de UTI. Assim, podemos aproveitar de uma maneira organizada os recursos humanos, os insumos e a assistência. Portanto, nesse momento, o governo do estado trabalha com a ampliação total de leitos dentro das unidades hospitalares”, afirmou.

Alternativa não descartada

Apesar do foco estar na estrutura hospitalar já existente, o superintendente ressalta que os hospitais de campanha ainda são discutidos pelo governo de estado como alternativa. “Mas entendemos que atualmente temos uma situação de recursos humanos já com seu limite. Há um esgotamento de profissionais de saúde para que sejam ampliados os hospitais de campanha, que ofertam apenas atendimento clínico, e não atendimento de UTI Covid. Agora precisamos é de gases medicinais, insumos e medicamentos para receber os pacientes em situações mais graves contaminados pelo coronavírus“, destacou.

Estrutura da região

O superintendente explica que a estrutura hospitalar da macrorregião do Vale do Aço conta, atualmente, com quatro UPA’s e seis hospitais de médio a grande porte. “Já montamos um plano de contingência visando usar exclusivamente as estruturas hospitalares que nós temos. Se houver a necessidade e tivermos recursos humanos, ou seja, mão de obra qualificada, e houver o esgotamento total dos espaços de todas as unidades hospitalares em nosso território, obviamente vamos buscar assistir à população da melhor forma possível, mas, nesse momento, vamos trabalhar nesse planejamento de manter os hospitais”, enfatizou.

Conscientização

Conforme o superintendente, o mais importante agora é que a população obedeça às medidas restritivas e só saiam de casa se realmente for necessário, evitando qualquer tipo de aglomeração. “É preciso que haja conhecimento do cenário que estamos vivenciando, que é muito crítico. Precisamos do apoio da sociedade civil para passar por esse momento, juntos”, concluiu.


Número de leitos abertos representa 15 hospitais de campanha em Minas



Nos últimos 12 meses, Minas Gerais dobrou a capacidade assistencial do sistema de Saúde e passou a contar com 10 mil novos leitos de enfermaria e dois mil novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conforme divulgado pelo governo estadual na sexta-feira (19).

Apenas os leitos de enfermaria equivalem a quase 15 hospitais de campanha e representam uma estrutura definitiva para os mineiros, que será aproveitada mesmo após a pandemia da covid-19, como explicou o governador Romeu Zema, em entrevista à imprensa no dia 16 deste mês, na Cidade Administrativa.
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Comentários

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Alan de Minas

22 de março, 2021 | 12:32

“E o pior que o governo tem a cara de pau de ir na mídia e dizer que a culpa é da população que está aglomerando. Enfim, agora estamos aqui, sem hospital, sem médicos, sem vacina, presos em casa e sendo vigiados pela POLÍCIA. É brincadeira???? A vdd é que o estado NÃO fez o dever de casa e agora está culpando a população.”

Marcelo Mafra Lage Mafra

21 de março, 2021 | 20:13

“Na verdade o nosso prefeito caiu de paraquedas na prefeitura infelizmente não entende nada de gestão foi o mesmo que ganhar na loteria e não saber o que fazer com tanto dinheiro estamos perdidos.”

Joel

21 de março, 2021 | 12:55

“Engraçado!!! Buscando publicaçoes antigas aqui, vi que durante todo o ano passado haviam 45 leitos de UTI Covid em Ipatinga e hoje continuam 45. Onde foram abertos? Onde houve investimentos? Absurdo.”

Jorge

21 de março, 2021 | 12:53

“Que dizer governador Zema que os hospitais de campana que o Sr montou gastou toda a verba federal não servia para atender os pacientes da covid-19, então aquela estrutura toda e para hotel de cachorros,o Sr montou o hospital na época errada,gastou todo o dinheiro federal ,e na época da sua candidatura pelo partido novo,diz que tudo seria diferente.”

Zulma

21 de março, 2021 | 12:05

“O que aconteceu realmente é que a verba liberada para ampliação do atendimento de covid foi utilizado de outra forma. O Prefeito de Ipatinga devia ir a público e explicar o que ele fez com a verba. Deixar a população morrer por falta na estrutura de atendimento é crime.”

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