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16 de março, de 2021 | 10:00

Medicamentos são reajustados em até 4,88%

Autorização para aumento foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira

Bruna Lage/Arquivo DA
 Presidente da Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço dá dicas para economizar Presidente da Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço dá dicas para economizar

O governo federal autorizou nesta segunda-feira (15) reajuste de até 4,88% nos preços de medicamentos para 2021. A permissão para tal está publicada no Diário Oficial da União (DOU) e as empresas já podem aplicar os novos preços. Tradicionalmente esse reajuste ocorria no dia 31 de março.

A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) não explica o porquê da antecipação do reajuste. No ano passado, o governo autorizou, em junho, o reajuste de até 5,21%, depois de dois meses de suspensão dentro do conjunto de ações para atenuar os efeitos econômicos do novo coronavírus no país.

A presidente da Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço, Gizele Leal explica que normalmente o reajuste entra em vigor a partir de 1º de abril, porém, os últimos dois anos foram diferentes. “Em 2020, devido à pandemia instalada no país, o aumento ocorreu 60 dias após a data base. Já neste ano o aumento aconteceu 15 dias antes do previsto e já está em vigor”, alerta.

Gizele acrescenta que o reajuste alcança mais de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro. “Normalmente os medicamentos mais comprados mensalmente pela população são os analgésicos, que funciona para diferentes tipos de dores. Muito se justifica por fazer parte da lista dos MIPs, medicamento isentos de prescrição, ou mais conhecidos como medicamentos de venda livre”, esclarece.

Outros medicamentos também ocupam posição de destaque, como os utilizados para tratamento de hipotireoidismo, os antidiabéticos e anti-hipertensivos, todos estes utilizados com prescrição médica.

Idosos

A presidente da Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço pontua que o aumento atinge de forma mais enfática a população idosa, a que mais utiliza medicamentos, não só em quantidades mas em qualidades diferentes, por normalmente tratarem diversas patologias.

Para gastar menos, Gizele aconselha que a população fique de olho aberto. “Muitas empresas já sabem que o aumento acontece anualmente, então, mantém em estoque alguns deles, demorando a repassar de imediato para o consumidor. Mesmo tendo os preços tabelados, é possível economizar. Uma coisa que poucas pessoas sabem é que se tabela apenas o valor máximo dos medicamentos, o mínimo as farmácias podem estabelecer de acordo com suas estratégias comerciais". Portanto pesquise, no mínimo em três estabelecimentos”, salienta.

Outra orientação é utilizar, sempre que possível, medicamentos genéricos, que possuem a mesma qualidade a custo mais acessível. “Cuidado com as armadilhas, as famosas promoções; compre somente o necessário; utilize programas de fidelidade: a maioria das farmácias possui programas que oferecem benefícios aos clientes; cadastre-se nos programas próprios dos laboratórios, pois são aceitos em muitas farmácias, gerando economia de até 70%; e o mais importante, verifique se o medicamento prescrito encontra-se na lista de medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS”, conclui Gizele Leal.
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