03 de março, de 2021 | 17:59

Cemig registra 3.650 colisões em postes em 2020

Divulgação
Acidentes prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 1,3 milhão de clientes na área de concessão da companhia; a média é de dez ocorrências por diaAcidentes prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 1,3 milhão de clientes na área de concessão da companhia; a média é de dez ocorrências por dia

Postes destruídos por colisões de automóveis. A cena que se repete nas cidades de todas as regiões de Minas Gerais, derruba a estrutura da rede, atrapalha o trânsito e deixa parte da população local sem luz. Levantamento da Cemig, que acaba de ficar pronto, mostra que aconteceram 3.650 ocorrências dessa natureza no Estado, em 2020. Esses acidentes prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 1,3 milhão de clientes da empresa. A média é de dez colisões de veículos em postes por dia na área de concessão da empresa, que abrange 774 cidades mineiras.

Apenas na Região Leste do estado, a Cemig registrou 515 ocorrências, que interromperam o fornecimento de energia para cerca de 220 mil clientes. Mais do que o dano material, esse tipo de acidente pode colocar a vida do condutor e de outras pessoas em risco.

Em setembro de 2020, um caminhão derrubou um poste, no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, que caiu sobre um veículo que estava estacionado na rua. Acertadamente, o condutor permaneceu no veículo e aguardou a chegada do Corpo de Bombeiros e da Cemig para ser resgatado.

“Quando há fios caídos no chão, é possível que, ao sair do automóvel, a pessoa sofra um choque elétrico, que pode ser de até 13 mil volts, caso seja uma rede de média tensão. O único caso em que a pessoa deve deixar o veículo imediatamente é em situações de incêndio. Nessas ocasiões, se for necessário sair do veículo, a pessoa nunca deve tocar a estrutura do automóvel e no solo ao mesmo tempo, porque ele se tornará o caminho entre a corrente elétrica e o solo. Isso pode ser fatal ou causar queimaduras gravíssimas”, explica o gerente de Expansão e Manutenção Preventiva da Média e Baixa Tensão da Distribuição Metropolitana da Cemig, Marcelo Roger da Silva.

Além disso, o trabalho de manutenção da Cemig, nesses casos, costuma depender também da ação de outros agentes públicos, como policiais militares, agentes de trânsito e bombeiros, uma vez que os acidentes podem gerar vítimas, incêndios e interdições de vias. “Vale lembrar que, quando há realização de inquérito policial, as equipes da Cemig só conseguem iniciar os trabalhos de reparo da rede elétrica após receberem autorização da polícia”, destaca Marcelo Roger.

Quem paga?

A Cemig também esclarece que o motorista causador do acidente tem prazo de até 60 dias para ressarcir os danos causados à rede da Cemig. Somente a estrutura do poste custa, em média, cerca de R$ 4.000. Esse valor pode subir para até R$ 10 mil em caso de danos a equipamentos, como transformadores e religadores. Em Minas Gerais, a média é de dez postes derrubados por colisões de veículos diariamente.
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