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Transportadores de combustíveis querem redução do ICMS para o diesel no estado
Motoristas dos caminhões que transportam combustíveis fizeram uma manifestação em frente a portaria 3 da Fiat, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em seguida saíram em carreata rumo à Cidade Administrativa, na manhã desta quinta-feira (25).
O presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas (Sindtanque), Iranir Gomes, informou em entrevista à Rádio Itatiaia que os profissionais cobram do governo de Minas a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel.
"Estamos aqui nesse movimento para ver se o governo Zema se sensibiliza com essa categoria que tem carregado o estado de Minas na mão. Diante dessa pandemia os transportadores de combustível não pararam e hoje estão amargando essa alta da alíquota do óleo diesel", afirmou Iranir.
Secretaria de Estado de Fazenda divulgou nota na qual informa que não vai se pronunciar sobre a manifestação e as reivindicações dos transportadores. Na nota, a pasta ressaltou que “as mudanças nos preços dos combustíveis não são em função do ICMS mas sim da política de preço praticada pela Petrobras”.
Conforme os tanqueiros, o ICMS de Minas é o mais alto do Brasil. Hoje a alíquota do óleo diesel está em 15% e os tanqueiros querem a redução para 12%.
A estimativa dos organizadores é que cerca de 400 caminhões foram reunidos na manifestação. A carreata saiu pela Fernão Dias (BR-381) escoltada por uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Depois foi para a avenida Cardeal Eugênio Pacelli e pegou o Anel Rodoviário.
Gomes explica que devido a paralisação dos tanqueiros pode haver desabastecimento nos postos de combustível. "Esses caminhões todos que estão aí deixaram de carregar e de fazer a distribuição do combustível, então a qualquer momento pode começar a faltar combustível nos postos e aeroportos".