Michel Jesus/Divulgação/Câmara dos Deputados
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) decidiu afastar Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) do cargo de deputada federal. O julgamento por videoconferência ocorreu na tarde desta terça-feira (23).
Flordelis é apontada como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela não foi presa por ter foro privilegiado, mas não pode deixar o Brasil e só tem permissão para se locomover entre Niterói, onde mora, e a Câmara de Deputados, em Brasília. A assessoria de imprensa da parlamentar ainda não se pronunciou acerca da decisão.
Em dezembro foi divulgado pela imprensa que a deputada aumentou em 333% os gastos com divulgação de atividade parlamentar após virar ré no assassinato do marido. Só em 2020, de janeiro a novembro, a congressista gastou R$ 107.560 de dinheiro público para turbinar as redes sociais - R$ 82.757 a mais que o mesmo período em 2019, quando as despesas somaram R$ 24.803.
As notas fiscais publicadas pela transparência da Câmara dos Deputados revelam que a empresa alimentaria os perfis "Flordelismk". A página, no entanto, não é a oficial da parlamentar, cujo nome é "flordeliscantora" e reúne 952 mil seguidores. Entre o conteúdo publicado estão "cards" sobre datas comemorativas e vídeos em que Flordelis se defende sobre a acusação do Ministério Público.
O dinheiro público foi gasto para atualizar a página que se diz "fã clube" da pastora no Instagram, com 222 seguidores e apenas três postagens feitas em 2020: em 14 de outubro, 15 de outubro e 17 de outubro. No Facebook, o perfil está como "blog pessoal" com 234 seguidores com quatro postagens. Nenhuma delas é sobre a deputada. (Com
informações do SBT)