16 de fevereiro, de 2021 | 13:42

Minas já aplicou 379.220 vacinas referentes à primeira dose

Pedro Gontijo/Imprensa MG
Números são referentes ao público-alvo da primeira faseNúmeros são referentes ao público-alvo da primeira fase

Em um mês de Campanha de Vacinação contra a Covid-19, Minas Gerais já aplicou 379.220 vacinas da primeira dose (D1) e 102.909 da segunda (D2). Isso representa 52,19% de cobertura da primeira dose junto aos profissionais de saúde, idosos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência maiores de 18 anos que estejam institucionalizadas e população indígena. Já para a segunda dose, o índice atingiu 14,36% deste público prioritário definido pelo Programa Nacional de Imunização. De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a cada óbito por covid-19, outras 172 pessoas estão sendo vacinadas.

A partir de critérios epidemiológicos preconizados pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, a SES-MG busca uma cobertura vacinal de 90% em cada grupo, “suficiente para interromper o aumento da ocupação dos leitos covid-19 devido ao agravamento da doença”, explica a subsecretária de Vigilância em Saúde Janaína Passos. “É uma cobertura não apenas para covid-19, mas para outras campanhas que fazemos no estado, como a da influenza”, diz.

O grupo com a cobertura mais alta da primeira dose, até o dia 15/2, foi das pessoas com deficiência com mais de 18 anos institucionalizadas, com 100% das doses aplicadas, seguido da população indígena, com 82,11%. Já para os profissionais de saúde, a cobertura é de 52,27%. A menor cobertura foi dos idosos acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência, com 54,11% de vacinados.

Doses disponíveis

A SES-MG recebeu do Ministério da Saúde todas as doses necessárias para a vacinação dos idosos com mais de 90 anos, população indígena aldeada, idosos acima de 60 anos que vivem em instituições e pessoas com deficiência com mais de 18 anos institucionalizadas. Já para os trabalhadores em saúde, foram enviadas doses para atender, inicialmente, 73% dos profissionais.

Com 1.171.180 vacinas recebidas do Ministério da Saúde, é possível imunizar aproximadamente 667 mil pessoas. “É uma conta matemática”, explica Janaína Passos. “Do total de 1 milhão de doses, as 315.600 que chegaram no dia 7/2 são da CoronaVac para cobrir duas doses, ou seja, cerca de 157.800 pessoas que serão imunizadas na segunda etapa”, detalha. Como o intervalo entre as doses da CoronaVac é de, no mínimo, 15 dias, o número total de vacinas recebidas precisa ser dividido por dois.

Sobre as remessas anteriores para o grupo da fase um, a subsecretaria explica que Minas Gerais recebeu 665.080 imunizantes da CoronaVac, com duas doses para 318.888 pessoas. Da AstraZeneca foram 190.500 doses para o mesmo número de pessoas; a segunda dose será enviada pelo Ministério da Saúde em tempo hábil, uma vez que o intervalo entre D1 e D2 para aplicação deste imunizante é de 12 semanas. Do total de 667 mil pessoas possíveis de serem imunizadas, já são 379.220 de doses aplicadas (D1).

Planejamento

No planejamento de distribuição da Secretaria e na definição dos grupos a serem vacinados, é preciso levar em conta que a segunda dose precisa ser do mesmo laboratório que da primeira e o intervalo entre elas deve seguir as recomendações de cada fabricante.

Segundo a subsecretaria, para os grupos recomendados, a SES-MG tem doses suficientes, inclusive para garantir a segunda dose da CoronaVac no prazo adequado para que não seja colocado em risco a eficácia da vacina. “Não estamos atrasados, estamos procedendo a vacinação da forma como ela deve ser feita. Distribuindo progressivamente”, afirma o secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral.

A subsecretária Janaína Passos reforça que, para a imunização completa, é necessária a aplicação das duas doses. “Quem recebeu a vacina não está completamente imunizado, não é um processo imediato. O organismo precisa fazer todo o processo de imunogenicidade, que é a capacidade da vacina de provocar uma resposta imune, o desenvolvimento de anticorpos, ativando o sistema de defesa contra o vírus”, observa.

No caso da AstraZeneca, é preciso intervalo de três meses para aplicação após a primeira dose. A CoronaVac, por sua vez, exige tempo de 15 dias. “A transmissão da doença continua, nós não estamos no momento de relaxar”, alerta.
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