08 de fevereiro, de 2021 | 12:00

Jogando pesado

Fernando Rocha

Divulgação
Fernando RochaFernando Rocha
O Atlético continua sendo protagonista no mercado de compras do mundo do futebol, ao anunciar duas contratações semana passada, sendo uma de impacto internacional, o atacante Hulk, 34 anos, que estava no futebol chinês; e o lateral Dodô, 28 anos, ex-Cruzeiro.

E há quem diga que já estariam bem adiantadas as tratativas para contratar o meia argentino Nacho Fernández, 31 anos, junto ao River Plate, por U$ 6 milhões de dólares, livres de impostos, algo em torno de R$ 35 milhões, o que não deixa de ser um valor muito alto pela idade do jogador, mas não pela sua indiscutível qualidade.

Todos estes nomes citados vão suprir carências do atual elenco, que, na minha opinião, ainda precisa de dois bons zagueiros, jovens e rápidos, além de um volante típico marcador, e um atacante veloz para jogar pelo lado esquerdo e acabar com a “Kenodependência” do ataque.

Pelo futebol que o time sob o comando de Jorge Sampaoli vem jogando, o tão sonhado bicampeonato nacional já foi para o espaço. Agora só resta garantir uma das vagas na fase de grupos da Libertadores e, para isso, o Galo precisa vencer o Fluminense, que, com pouco ou nenhum investimento, conseguiu se tornar um dos candidatos ao G-4. O jogo está marcado para esta quarta-feira (10), no Maracanã.

Triste fim
Faltando quatro rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro 2020 terminar, e já está decretado o terceiro rebaixamento do Botafogo, que passou pelo mesmo tormento em 2002 e 2014.
Tenho vários amigos botafoguenses que nasceram e cresceram vendo a camisa alvinegra da estrela solitária na pele de Mané Garrincha, Didi, Nilton Santos, Vavá e Zagallo, entre outros.

Sei como é difícil o que eles estão passando, como isso dói. É um sentimento que oscila entre tristeza e raiva, sobretudo por não enxergar nenhuma perspectiva positiva, ou não ver qualquer luz no fim do túnel.
Com 117 anos de existência e glórias, o Botafogo definha, se apequena, vai acabando pouco a pouco, como a luz de uma vela acesa que chega ao fim. Um triste fim.

Mas o que é ruim ainda pode piorar para o futebol carioca, caso o também centenário Vasco da Gama, carinhosamente chamado de “Gigante da Colina” por sua numerosa e fanática torcida, detentor de uma história fantástica de títulos e glórias, também acabe sendo rebaixado novamente este ano.

FIM DE PAPO
• No futebol carioca costuma-se dizer que “algumas coisas só acontecem com o Botafogo”. Verdade. Sua terceira eliminação e queda para a Série B ocorreu no jogo em que o adversário era o Sport Recife, dirigido pelo técnico Jair Ventura, filho de um dos grandes ídolos botafoguenses, Jairzinho, “Furacão da Copa” de 1970, cuja geração com a camisa da estrela solitária ganhou inúmeros títulos, tendo como protagonistas craques da estirpe de Paulo César Caju, Carlos Alberto Torres, Roberto, Carlos Roberto, Gerson, Zequinha, Valtencir, Nei Conceição, o goleiro Cao e tantos outros.

• A meu juízo, são sinceras e sensatas as declarações do diretor de futebol do Cruzeiro, André Mazzuco, ao revelar que o clube tem sofrido dificuldades para contratar em razão da caótica situação financeira vivida pelo clube. Mas causaram muita polêmica junto à torcida e imprensa azul da capital. Todos concordam que a diretoria não pode fazer loucuras, que precisa reduzir despesas, mas também não aceitam a ideia de só contratar jogadores medianos, com perfil de Série B.

• Os interesses anunciados por jogadores como o capitão da Chapecoense, Alan Ruschel; o meia Marcinho, do Sampaio Corrêa, e o atacante Felipe Araújo, dispensado pelo América, alimentam as discussões nas redes sociais e dividem opiniões.

A Série B terá concorrentes muito mais fortes e tradicionais, como o Botafogo (já confirmado); Coritiba e Goiás, praticamente certos; Bahia, Vasco, Fortaleza ou Sport, que disputam a última vaga do rebaixamento na Série A. Outros três clubes tradicionais, Ponte Preta, Guarani e Vitória-BA, também vão participar e aumentar o grau de dificuldade da próxima Série B.

• Por tudo isso é que muitos cruzeirenses defendem a contratação de alguns jogadores com perfil de Série A, para fortalecer o elenco e criar referências que possam fazer a diferença na luta pelo acesso, o principal objetivo do clube nesta temporada.

A frase "Ser ou não ser, eis a questão", uma das mais famosas da literatura mundial, vem da peça “A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, de Willian Shakespeare, e é frequentemente usada devido ao seu profundo fundo filosófico. O dilema do personagem Hamlet é uma reflexão sobre vingar ou não a morte do pai.

No caso do torcedor da Raposa, a questão de “ser ou não ser” é mais do que isso, trata-se de viver ou morrer. (Fecha o pano!)
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