01 de fevereiro, de 2021 | 13:00
Na briga
Fernando Rocha
O Galo se mantém na briga pelo título, após a vitória de 2 x 0 sobre o Fortaleza, no Mineirão, que até certo ponto foi tranquila, com destaque individual para o lateral Arana, todo como vilão na derrota para o Vasco da Gama, que se redimiu perante a torcida fazendo um belo gol, abrindo o placar no 2º tempo, além de ter feito uma grande partida.O se” não joga, mas se” não tivesse deixado no caminho tantos pontos para adversários que só lutavam contra o rebaixamento, como a derrota para o mesmo Fortaleza no 1º turno, o Atlético estaria hoje liderando a competição, caminhando com folga para conquistar o título.
A ausência por contusão de Keno, responsável por puxar as jogadas de contra-ataque pelo lado esquerdo, foi muito sentida, já que o esquema montado por Sampaoli, com Vargas e Sasha se revezando, não deu certo.
Na segunda etapa houve um acerto maior dos passes. O gol de Arana, marcado aos 11 minutos, acabou derrubando o fechado esquema defensivo do Fortaleza, facilitando assim a vitória alvinegra, que foi completada pelo gol de Vargas, cobrando um pênalti, aos 21 minutos.
Nova temporada
Com a definição do novo treinador, o Cruzeiro já respira a temporada/2021, na qual, sobretudo, vai focar na busca do retorno à Série A nacional, mas também a disputa do Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil. Chegou a vez de testar Felipe Conceição, 41 anos de idade, pertencente à nova safra de treinadores emergentes do futebol brasileiro.
Conceição vai comandar a remontagem do elenco, sabendo que a situação financeira do clube é caótica, portanto, sem margem de erro nas escolhas dos reforços pontuais, que vão chegar em meio às dispensas que devem reduzir em mais da metade a inchada folha salarial atual.
O Cruzeiro inicia sua caminhada pelo Campeonato Mineiro, onde sempre é um dos favoritos ao título, tendo ainda como foco, antes da Série B nacional, a Copa do Brasil, onde o objetivo maior será chegar o mais longe possível, de olho na alta premiação oferecida aos participantes.
FIM DE PAPO
O jogo final da Copa Libertadores, em que o Palmeiras sagrou-se campeão ao vencer o Santos de 1 x 0, na prorrogação, foi de dar calo nas vistas. Chamou mais a atenção o desentendimento entre o lateral Marcos Rocha e o técnico Cuca, à beira do gramado, que resultou na expulsão de ambos, com claro prejuízo para o Santos, que perdeu seu comandante nos instantes finais, um fato que acabou facilitando as coisas para o Palmeiras. O gol do título foi de Breno Lopes e o Verdão ficou com a taça de campeão.
As imagens das aglomerações dos cinco mil convidados” da Conmebol no Maracanã, em plena pandemia da Covid-19, e da torcida alviverde nas comemorações pelo título, em São Paulo, estão rodando o mundo. Outro furo foi a transmissão ruim do evento feita pelo SBT, que não tem tradição e muito menos recursos técnicos ou humanos para atingir um padrão ao menos próximo da TV Globo.
A contratação de Felipe Conceição agradou à imprensa azul de BH, além de repercutir bem junto à torcida celeste. Mas a trajetória dele como técnico ainda é muito curta para fazer uma avaliação melhor. Ele teve somente um bom trabalho no América, seguida de uma passagem sem nenhum brilho pelo Bragantino e, por último, comandando o Guarani de Campinas, conseguiu um sucesso relativo, ao salvar o Bugre do rebaixamento. Segundo a imprensa de Campinas, ele só não foi mais longe porque um surto da Covid-19 destroçou o elenco limitado que ele tinha em mãos, justo quando o Guarani crescia na disputa da Série B.
Por tudo isso e mais alguma coisa é que eu peço licença ao jornalista e amigo Flávio Anselmo, aposentado e feliz na sua bela mansão na vizinha Caratinga, para usar uma de suas frases favoritas: Prefiro guardar a minha boca pra comer a farinha depois”. (Fecha o pano!)
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