30 de janeiro, de 2021 | 08:10
Timóteo liderou a geração de empregos no ano de 2020
Tiago Araújo
Em dezembro, apenas Timóteo e Ipatinga geraram abertura de vagas na Região Metropolitana
Em dezembro, apenas Timóteo e Ipatinga geraram abertura de vagas na Região MetropolitanaA divulgação dos resultados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados na quinta-feira (28), confirmou a liderança de Timóteo na geração de empregos na Região Metropolitana do Vale do Aço, tendência que já vinha sendo apontada nos últimos meses. O responsável pelo bom desempenho regional do município foi a indústria de transformação, que gerou, sozinha, 524 vagas de emprego em 2020.
No início do mês de janeiro, o Diário do Aço divulgou que Timóteo havia assumido destaque na geração de empregos não somente no mês de novembro de 2020 (foram 294 postos de trabalho abertos), mas em todo o ano até aquele mês. Ao todo, o município gerou 445 empregos com carteira assinada entre janeiro e novembro do ano passado.
A tabulação e análise dos dados divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia foi feita pelo geógrafo William Passos, do Observatório das Metropolizações, exclusivamente para o Diário do Aço. Segundo os números, no Colar Metropolitano a liderança na geração de vagas ficou por conta de Caratinga, que, puxada pelo setor de serviços, registrou em dezembro 78 e, no ano de 2020, 441 novos contratos de trabalho, mesmo em meio às dificuldades da pandemia da covid-19.
Região expandida
Com Belo Oriente, Caratinga integra a Região Metropolitana Expandida, segundo classificação do geógrafo William Passos. Impulsionada pela silvicultura e pela indústria de papel e celulose, Belo Oriente gerou cerca de metade dos empregos de Caratinga em 2020 (329) e fechamento de 53 vagas no mês de dezembro. Já na Região Metropolitana, além de Timóteo, com saldo positivo de 742 contratos, Santana do Paraíso abriu postos de trabalho (180) no ano passado, apesar do saldo negativo em dezembro (-13).
Por outro lado, Coronel Fabriciano (-4 empregos no ano e -8 em dezembro) e principalmente Ipatinga seguiram tendência contrária ao país e a Minas Gerais, sendo os grandes destaques negativos. Enquanto o Brasil e o Estado de Minas conseguiram abrir, respectivamente, 142.690 e 32.717 novos empregos, Ipatinga registrou perda de 3.807 de vagas com carteira assinada e fechamento de postos de trabalho em todos os setores (indústria, construção, serviços, comércio e agropecuária), apesar dos 145 empregos gerados em dezembro.
Em conjunto, a Região Metropolitana perdeu 2.889 empregos formais celetistas em 2020, número que caiu para 1.957 na Região Metropolitana Expandida, graças ao desempenho de Caratinga e Belo Oriente. Com os resultados, o mercado de trabalho formal celetista da Região Metropolitana encerrou 2020 sendo formado por 92.312 trabalhadores, enquanto o da Região Metropolitana Expandida alcançou 116.307. Em dezembro, mês tradicionalmente de crescimento das vagas em carteira por causa do movimento gerado pelo Natal e pela injeção do décimo terceiro na economia, apenas Ipatinga e Timóteo geraram abertura de vagas na Região Metropolitana e somente Caratinga abriu postos de trabalho na Região Metropolitana Expandida, termo assim denominado por William Passos.
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