O homem investigado por pedofilia foi preso na tarde dessa quarta-feira, no bairro Ideal
A equipe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional Ipatinga, formada por policiais militares, civis e com acompanhamento do Ministério Público, cumpriu na tarde desta quarta-feira (27) mandados de prisão, busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Ipatinga contra um homem de 65 anos, investigado pela prática de pedofilia.
A reportagem do Diário do Aço apurou que E.A.C., morador do bairro Ideal, já foi Comissário de Menores em Ipatinga (e exercia a atividade de “agente voluntário de proteção à criança e ao adolescente”, função delegada pelo Juízo da Infância de Juventude de Ipatinga), é fundador de um grupo de motociclistas e atuava como dirigente de uma igreja no bairro Ideal, função da qual já tinha sido afastado esse mês, em função da descoberta de um dos casos.
Na residência do investigado foram apreendidos telefones celulares e computadores, que serão submetidos à perícia. Entretanto, a reportagem do DA apurou que policiais encontraram nos equipamentos vídeos e fotos feitas pelo homem enquanto praticava atos sexuais com crianças.
Uma das vítimas é uma menina de 10 anos e as imagens foram feitas no fim de 2020. “As provas são essas imagens encontradas e que serão todas catalogadas e anexadas ao relatório da investigação”, informou um dos policiais envolvidos no trabalho. O nome do investigado não foi divulgado pelos policiais, porque trata-se de um caso ainda em andamento.
O pedófilo foi preso por força de ordem judicial expedida pela 2ª Vara Criminal de Ipatinga. Com as primeiras provas levantadas pela investigação, o Ministério Público representou pela prisão preventiva do homem, e também expediu contra ele um mandado de busca e apreensão.
Vítimas e investigação As investigações levantaram informações a respeito de duas vítimas até agora, uma menina de 10 anos e outra de 11 anos. Ambas são filhas de pessoas do âmbito da família do pedófilo e conhecidos da igreja na qual E.A. atuava como dirigente.
O caso veio à tona quando a mãe descobriu o crime e procurou o pastor de sua igreja para pedir providências. Contou a mãe que, no dia 9 de janeiro deste ano, ao verificar o aparelho celular da filha, de 11 anos, a mulher percebeu que o idoso mantinha conversas de cunho sexual com a criança pelo WhatsApp. O pastor então afastou o homem do grupo da igreja por meio do qual ele mantinha contato com várias crianças. Por causa dessa situação, o "Grupo de Crescimento" foi extinto, conforme relatou uma das testemunhas aos policiais do Gaeco.
Depois dessa situação, a mãe tomou a iniciativa de acionar a polícia, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, e o caso foi levado ao Ministério Público da Infância e Juventude.
Ao ser preso, o homem confessou que teve mesmo a conversa de cunho sexual com a menina, mas negou que tenha mantido qualquer contato físico com a criança.
Na casa do investigado a polícia encontrou, além dos arquivos de computador com amplo conteúdo pornográfico, vários potes com balas e pirulitos, em um ambiente com aparência de ser um local de atração de crianças. Os policiais que atuam no caso não descartam a possibilidade de outras vítimas. Qualquer suspeita deve ser informada ao Ministério Público da Infância, que funciona na avenida Japão, no bairro Cariru.
Família A esposa do investigado estava na residência, no momento da prisão, e disse que já esperava a chegada da polícia e também sabia da conversa do marido com a criança pelo WhatsApp. A mulher informou que o caso já tinha sido levado ao pastor da igreja do qual a família participa e que o pastor tinha afastado o homem de um grupo voltado ao público infantil. Esse grupo de crianças reunia-se diariamente na casa do investigado.
Com a autorização judicial, ao extrair um vídeo em um dos aparelhos eletrônicos, os policiais descobriram uma segunda vítima, também uma menina, fazendo sexo oral no investigado. Essa segunda vítima também já foi identificada pelos agentes do Gaeco. Depois de ser ouvido na tarde dessa quarta-feira, o homem será encaminhado ao sistema prisional e aguardará, encarcerado, o andamento da investigação.