Bruna Lage
Chefe do Executivo detalhou motivos para decisão e assegurou que cidade não ficará ao Deus dará
O prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PSL), concedeu entrevista na tarde desta segunda-feira (25) sobre a saída do município do programa Minas Consciente, publicada por meio de decreto na sexta-feira (22) e divulgada na versão impressa do Diário do Aço no domingo (23). Segundo ele, a redução da taxa de ocupação de leitos no combate à covid-19 foi um dos motivos para a desvinculação. O chefe do Executivo anunciou ainda o dia 22 de fevereiro como a data para o retorno às salas de aula, de forma híbrida (aulas remotas e presenciais).
Conforme explicou, no dia 1º de janeiro, quando assumiu o cargo, a taxa de ocupação de leitos estava acima de 90%, percentual que, atualmente, teria sido reduzido à faixa dos 60%. “Se estivéssemos participando do Minas Consciente, estaríamos na onda verde. No ano passado, num momento em que os municípios estavam enfrentando algo totalmente novo, muitos ficaram ao Deus dará. Quando veio o programa, alguns prefeitos optaram por participar para tirar sua responsabilidade e jogar para o estado. Mas nós não fomos eleitos para isso. Através de um estudo muito técnico dos números e tendo a ciência que a responsabilidade de gestão é nossa, optamos por deixar o programa”, resumiu.
Sobre os protocolos para enfrentamento à covid, o prefeito assegurou que a desvinculação ao programa não significará o caos. “Estamos conversando com todas as entidades e orientando, também sentamos com diretores das escolas para entender qual é o melhor caminho para a cidade de Ipatinga. Faremos uma fiscalização rigorosa e os estabelecimentos que não cumprirem serão penalizado”, alertou o prefeito.
Cinema Sobre o funcionamento do cinema do Shopping Vale do Aço, o prefeito adiantou que haverá uma discussão no sentido de voltar a operar ou não e os protocolos para tal.
Aulas O prefeito acrescentou que 99% dos diretores entenderam que o modelo atual de ensino não atende e ficou definido que somente 50% da capacidade da sala de aula estará no ambiente escolar e a outra parte, de forma remota. “Parte dos protocolos visa o distanciamento dos alunos e também uso de máscara. Haverá pedal para condicionamento de álcool gel e aferição de temperatura nas entradas. Estamos fazendo implantação dos lavatórios para que possam lavar as mãos e carpete para desinfeção dos calcados”, esclareceu.
O secretário municipal de Educação, Sérgio Mendes, destacou que a educação precisava de uma discussão mais profunda, porque, segundo os diretores, não seria possível continuar como estava. “Construímos um plano municipal de retorno às aulas. Queremos fazer da forma mais segura, consciente e de forma híbrida. Todos receberão material impresso. Outro ponto é que o prefeito autorizou convocação de concurso público para os cargos vagos na educação, para várias áreas. Tudo visando à segurança neste retorno”, reforçou.
QuestionamentosSobre a nota de repúdio emitida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Gustavo Nunes frisou que respeita, mas que o protocolo visa o cuidado com a vida dos alunos. “Aquela escola que não cumprir com as normas terá atividade paralisada. A conversa já foi feita com os diretores e há sim empenho para que sejam cumpridas”, salientou.
O sindicato repudiou a decisão do Governo Municipal de sair do Programa Minas Consciente. Sobre o retorno às aulas, o SindUTE acredita que foram esvaziados os protocolos discutidos e aprovados pela comissão responsável, integrada por representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público e pelo próprio Sind-UTE/MG, entre outras entidades.
Sobre o diálogo com o sindicato, Sérgio Mendes garantiu que estava aguardando a finalização do plano municipal de retorno às aulas, que ficou pronto no fim de semana. “Agora estamos aptos para que seja apresentado aos diretores, sindicatos e ao Ministério Público, será algo tratado de forma coletiva, não será de cima para baixo”, afirmou.
ProtocolosSérgio Mendes disse ainda que o ano escolar terá início no dia 3 e no dia 22 de fevereiro as aulas das redes pública e privada, inclusive creches e berçários, poderão ser retomadas, conforme prevê o decreto. “Iniciaremos no modo híbrido, teremos de forma remota e presencial, com escalonamento das turmas, uma parte atuando num dia e a outra, em outro. Estamos discutindo alguns modelos, como por exemplo: alunos do 6º ao 9ª ano, onde metade teria aula e os outros 50% ficariam de forma remota. Um escalonamento de forma segura, com distanciamento e com toda estrutura necessária”, apontou.
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