Marcelo Barbosa / Imprensa MG
Zema vistoriou a chegada e início da distribuição dos primeiros lotes de seringas agulhadas para vacinação em Pouso Alegre
Usando seu perfil nas mídias sociais, o governador Romeu Zema (Novo) informou, na noite de quinta-feira (14), que a vacinação contra a covid-19 em Minas Gerais vai começar na próxima semana, sem especificar o dia exato. O governador informou que o Estado comprou 50 milhões de seringas; adquiriu 617 freezers para armazenamento e garantiu que está com toda a logística preparada para distribuição. Falta apenas a vacina.
Romeu Zema não deixou claro qual vacina será aplicada no Estado. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia o pedido de uso emergencial de dois imunizantes: a CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo; e a vacina desenvolvida pela biofarmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, que tem os estudos conduzidos no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A Anvisa marcou para o próximo domingo (17) reunião da sua diretoria colegiada para decidir sobre as solicitações dos dois centros de pesquisa. Em conversa com prefeitos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacinação terá início na próxima quarta-feira (20), em todo o Brasil.
DosesDe acordo com o Instituto Butantan, há 10,8 milhões de doses da CoronaVac em solo brasileiro. O imunizante tem 50,4% de eficácia.
A vacina de Oxford/AstraZeneca tem eficácia que varia de 62% a 90%, porém, ainda não há doses do imunizante no território brasileiro.
Nesta semana, o Ministério da Saúde informou que um avião decolaria na quarta-feira (14) em direção à Índia, para buscar 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca no país, onde ela também é produzida. Por questões logísticas, o voo foi alterado para esta sexta-feira (15). Porém, autoridades indianas disseram que o Brasil se precipitou ao enviar um avião para recolher as doses. Segundo um porta-voz do Ministério do Exterior, "o processo de vacinação está apenas no começo na Índia. É muito cedo para dar uma resposta específica sobre o fornecimento a outros países, porque ainda avaliamos os prazos de produção e de entrega. Isso pode levar tempo", disse Anurag Srivastava.
No fim da tarde de sexta-feira, o portal Uol publicou que o governo indiano negou a entrega das doses ao Brasil, devido ao início de imunizações no país, que tem uma população de mais de um bilhão de pessoas.