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Em uma de suas postagens, Ludmila escreveu: "Rua das Pedras, em Búzios/RJ, agora à noite (1/1). Uma cidade que resiste à estupidez"
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma representação segunda-feira (4) com um pedido da abertura de um processo administrativo contra a juíza Ludmila Lins Grilo, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Unaí, Noroeste de Minas Gerais. A juíza publicou vídeo nas mídias sociais em meio a aglomerações durante o réveillon e usou a hashtag #AglomeraBrasil.
Ludmila também já tinha feito uma publicação intitulada “Passo a passo para andar sem máscara no shopping de forma legítima, sem ser admoestado e ainda posar de bondoso”.
Agora, a alegação é que a magistrada cometeu infração ético-disciplinar ao se manifestar contra as recomendações das autoridades sanitárias. O advogado José Belga Assis Trad explicou que, “As pessoas que nela confiam por ser uma autoridade integrante do Poder Judiciário certamente serão influenciadas por sua irresponsável e inconsequente manifestação, que, de tão absurda, pode estar a configurar crime de apologia à infração de medida sanitária preventiva”, detalha no pedido entregue ao CNJ.
Pelas redes sociais, a juíza publicou fotos em uma viagem para Búzios, no litoral do Rio de Janeiro. “A cidade que não se entregou docilmente ao medo, histeria ou depressão”, escreveu em uma das fotos. Búzios, assim como várias outras cidades litorâneas tiveram aglomeração de pessoas na virada do ano.
No caso de Búzios, no fim do mês de dezembro a Justiça do Rio chegou a proibir a entrada de turistas, o acesso às praias e a circulação de táxis, carros de aplicativo e ônibus intermunicipais em Búzios na tentativa de evitar a disseminação do novo coronavírus no período de festas de fim de ano. A liminar acabou derrubada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Cláudio de Mello Tavares.
Além de já ter publicado em suas mídias sociais contra a vacina da covid-19 e tecer críticas à Procuradoria-Geral da República (PGR) em seu perfil, a juíza também aparece em vídeos e lives dos canais Terça Livre, Senso Incomum e Leda Nagle.
Recentemente ela fez uma "live" com a médica oncologista e imunologista, Nise Yamaguchi, que defende o uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia científica comprovada contra a covid-19.
Repercussão A postagem de Ludmila Lins Grilo dividiu opinião de seguidores. Em uma resposta, uma jovem mulher respondeu: "Um mau exemplo. Tens o direito de ir e vir. Mas incitar ações que possam propagar mais o contágio em época de pandemia demonstra escárnio com a saúde pública. Aliás aquela que a excelência nem usa mas a população geral, sim".
Outra seguidora apoiou com o seguinte comentário: "Bora aglomerarrrr. Feliz ano novo e torço para um dia vê-la no STF. #Feliz2021 #AglomeraBrasil".