29 de dezembro, de 2020 | 08:17

Em cena, o Periquito Australiano

Montagem de peça teatral em formato digital durante a pandemia

A atriz e diretora de teatro Camila Vaz, mestre em Teatro pela UFMG, vai estrear nesta quarta-feira (30), às 20, a peça romântica que produz em formato digital.

O projeto, financiado pela lei 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc) do município de Timóteo, reúne vários profissionais da cidade que, trabalhando a maioria à distância, fizeram cenário, figurino, iluminação, música e dança do espetáculo.

Gustavo Jácome/Divulgação/ACS DEC
Em cena, o flamenco mostra a sensualidade da arte dos povos ibéricosEm cena, o flamenco mostra a sensualidade da arte dos povos ibéricos
Este profissionais atuaram orientando, criando e propondo intervenções através de vídeo chamadas e, pontualmente, participando de encontros no DaMa Espaço Cultural, em Timóteo, local onde a peça foi gravada.

Em função da pandemia do novo coronavírus, que restringe as possibilidades de ensaio e encontros seguros, Camila Vaz convidou o marido Beto Oliveira para contracenar com ela. Ele também assina o texto da peça.

O ensaio aconteceu na casa de Camila e Beto, a partir das trocas virtuais mantidos com o resto da equipe. Só na semana final do projeto os atores se reuniram com uma equipe reduzida para o ensaio geral e a gravação.

A equipe inclui Isa Muniz (figurino), Gustavo Jácome (cenografia), Regina (origamis), Morrison Deolli (iluminação), Dani Assis (contrarregra), Francis Fernandes (sonoplastia), Rômulo Amaral (maquiagem), Marcos Vaz (instrução musical), Sandra Vidigal (instrução de flamenco), Vanessa Patrícia (contadora) e Equipe 1 (filmagem).

A trama
Periquito Australiano é uma história de amor em meio à pandemia. Um homem, cumprindo o isolamento social em seu apartamento, cuida sistematicamente de seu trabalho remoto e de sua proteção.

Após meses de isolamento e anos de uma vida racional e metódica, um sopro de poesia invade seu monótono cotidiano através de uma vizinha, que apresenta a ele o bicho indomável do amor, da dança e da sensualidade.

A peça apresenta o perene conflito entre razão e emoção e busca emprestar aos entediados pelo isolamento inspirações afetivas que levem um pouco de leveza ao momento duro e pesado que vivemos. O texto aposta na ludicidade, magia e encanto do amor como um respiro inspirador.

Gustavo Jácome/Divulgação/ACS DEC
Camila Vaz e Beto Oliveira dão vida a um casal em tudo surpreendenteCamila Vaz e Beto Oliveira dão vida a um casal em tudo surpreendente
Sem apontar nenhuma espécie de negacionismo, indica que a razão, fundamental para momentos de perigo, luta e tensão, pode dividir espaço com o sentimento inventivo, representado na trama pela referência à arte dos povos ibéricos.

Os atores
Bacharel em Teatro e mestre em Artes da Cena (UFMG), a timoteense Camila Vaz dirigiu as peças “Lady Macbeth”, “Rejeitos” e “Mariana Catibiribana e a brincadeira mais bacana”. Atuou nas peças “A família de Arthur”, “Galileu na piscina”, “Os que são pagos para delirar-#sqn”, “História de Macacos” e “Os cegos”, entre outras.

Por sua vez, o psicanalista e dramaturgo Beto Oliveira é autor do romance “O dia em que conheci Sophia” e das peças teatrais “A Família de Arthur”, “Chapeuzinhovermelho.com” e “As Cornucópias da Fortuna”, que foi segunda colocada da região Sudeste no Prêmio Funarte de Dramaturgia (2014) e publicada em livro pela Editora Giostri (2018).

SERVIÇO:
Estreia da peça “Periquito Australiano”
Texto de Beto Oliveira, direção de Camila Vaz
Quarta-feira (30) – 20h
Canal de Camila Rodrigues Vaz Chaves no Youtube
21h30 - Live com debate sobre o processo de criação do espetáculo Transmissão via instagram @camilavazbr
Informações (31) 98767-7336.
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