25 de dezembro, de 2020 | 10:00

Infectologista alerta: ''Ainda não é hora de aglomerar''

Arquivo DA
Tradicionalmente, o Natal é celebrado em família, o que pode ser um risco em 2020 Tradicionalmente, o Natal é celebrado em família, o que pode ser um risco em 2020
(Bruna Lage - Repórter do Diário do Aço)
O ano de 2020 vai ficar marcado na memória de muitas pessoas, principalmente por fatos relacionados à crise sanitária, provocada pela pandemia da covid-19. Neste dia 25, quando é celebrado o Natal, a tradição é que as pessoas estejam em família e também junto aos amigos, porém, em meio ao caos instaurado pelo novo coronavírus, a orientação da infectologista de Ipatinga, Carmelinda Lobato, é que sejam evitados os grandes eventos e que a aglomeração não ocorra.

Carmelinda alerta que, mesmo com um teste negativo em mãos, não há garantia de que o vírus não será uma ameaça. “Isso porque pode ser um falso negativo, dependendo do tempo em que a pessoa entrou em contato com o vírus. Geralmente é preciso um período de incubação de dez a 14 dias mais ou menos, para o teste dar positivo. Se o contato com o vírus ocorreu ontem e o exame é feito no dia seguinte, pode ser que o resultado venha negativo, e isso não significa que não esteja portando o vírus”, explica.

Sobre os eventos, a infectologista observa que a aglomeração e confraternização com muitas pessoas reunidas, principalmente com aquelas que não são do convívio diário, não são recomendadas neste momento. “Estamos observando um aumento de casos aqui na cidade. As medidas preventivas, como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social são necessárias. Não é aconselhável que haja aglomeração, temos de tomar muito cuidado com isso”, reitera.

Preocupação

Nesse fim de ano, a médica revela que a equipe de Saúde está muito preocupada com as festividades. “Porque sabemos que as pessoas vão se encontrar. Estamos todos muito cansados desse isolamento, mas a gente pede que as pessoas não façam aglomerações, que façam grupos de seu núcleo familiar, de dez a 15 pessoas, mantendo distanciamento, de preferência em locais abertos, usando máscara, fazendo higienização com uso de álcool, isso é muito importante. E também fazemos um apelo para as pessoas que estão com sintomas de covid ou que têm exame positivo que não saiam de suas casas, que façam isolamento conforme as recomendações”, apela.

Proteja a quem ama

Por fim, Carmelinda Lobato reforça a orientação sobre os cuidados diante da pandemia. Ela pede às pessoas que não façam aglomerações. “As pessoas jovens estão saindo de casa e estão se contaminando em festas, bares, restaurantes e levando o vírus para dentro de suas casas, acometendo pessoas idosas e de grupos de risco, que vão evoluir para a forma grave da doença. Os hospitais da nossa região estão todos sobrecarregados, estamos trabalhando no limite. Nós, profissionais da área da saúde, precisamos muito da colaboração de todo mundo”, salienta.

Sobre a estrutura médica, a infectologista assegura que o sistema está preparado para atender, mas que realmente está perto do limite. “Se essas medidas não forem seguidas, podemos correr o risco de não ter como atender esses pacientes, principalmente aqueles que vão precisar de um leito de UTI, que são limitados e os pacientes demoram a ter alta. Não basta o sistema estar preparado, se a população realmente não se conscientizar dessas medidas preventivas que são as melhores possíveis. Em nome de todos os profissionais de saúde, eu faço esse apelo: vamos ficar em casa o máximo que pudermos, evitar aglomerações, usar máscara e higienizar. Vamos proteger a nós mesmos e as pessoas que nós amamos”, concluiu.   
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