16 de novembro, de 2020 | 12:00

Muitas surpresas

Fernando Rocha

No último fim de semana, quando as eleições municipais foram realizadas em todo o país (menos na capital do Amapá, Macapá), o futebol e a política se entrelaçaram, surpreendo com resultados não previstos pelos críticos e as pesquisas.

Nem sempre os favoritos triunfam, na política ou no futebol. Mas no primeiro caso, embora seja utópico, cabe agora a vencedores e vencidos descer do palanque e trabalhar juntos em benefício de suas comunidades.
No futebol há, ainda, uma imprevisibilidade maior do que na política, pois são dezenas os fatores que influenciam o resultado final de uma partida. Ou, como dizia o filósofo Neném Prancha, “o jogo só acaba quando termina”.

Assim, com quase todo o elenco, passando pelo técnico Cuca e seu irmão e técnico auxiliar, ‘Cuquinha’, infectados pelo novo coronavírus, o Santos conseguiu derrotar por 2 x 0 o até então líder, o Internacional, entrando no G6 com 34 pontos ganhos.

No Maracanã houve outro resultado improvável, onde o atual campeão e um dos favoritos ao título, o Flamengo, tropeçou e empatou em 1 x 1 com o Atlético Goianiense. Correndo por fora, como o fizeram alguns candidatos que se deram bem nesta eleição, o Galo venceu o Corinthians de virada, por 2 x 1, assumiu a liderança do Brasileirão e deixou a sua torcida sonhando novamente com o título que não vê há 49 anos.

Sem vacilar
Foi a primeira vitória do Atlético sobre o Corinthians no Itaquerão, inaugurado em 2014 para a Copa do Mundo, que teve requintes de revolta e dramaticidade, pois dois juízes - o de campo e o do VAR - não marcaram um pênalti claro a favor do Galo logo no início, e na sequência, em uma falha da zaga alvinegra, saiu o gol corintiano.
No segundo tempo o técnico Sampaoli ajeitou a defesa, anulou os contra-ataques do Corinthians, fazendo prevalecer a melhor qualidade técnica dos jogadores do Galo, que forçaram até obter a virada de 2 x 1.

O que o time não pode agora é vacilar e perder pontos para equipes que só estão brigando contra o rebaixamento, casos do Athletico (PR), seu próximo adversário, amanhã, no Mineirão, jogo atrasado do 1º turno; e no domingo, contra o Ceará, em Fortaleza. É tudo ou nada, pois a competição chegou ao ponto onde quem souber manter a regularidade tem tudo para se sagrar campeão.

FIM DE PAPO
• Após o jogo, como é do seu feitio, o técnico Jorge Sampaoli disse que a vitória foi justa, mas reclamou do desempenho da equipe. O argentino, talvez para manter a pilha de motivação dos jogadores, disse o óbvio: “Para ser campeão vamos precisar melhorar muito". Para este jogo com o Athletico, o Galo ainda não terá Alonso, Savarino e Alan Franco, este último com Covid-19 e que ficará um tempo maior fora. E também o lateral Arana, convocado por Tite para defender a Seleção Brasileira, que enfrenta o Uruguai hoje, em Montevidéu, pelas eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo do Catar.

• A reação da torcida atleticana foi bastante positiva quanto à estreia do atacante chileno Eduardo Vargas. Claro que ele pode e certamente vai melhorar muito de rendimento, na medida em que for conhecendo melhor os companheiros. Vargas deu uma encorpada no ataque do Galo e obriga os zagueiros adversários a se dividirem nas preocupações, que antes ficavam quase todas concentradas em Keno, o artilheiro do time no Brasileiro.

• A semana começou com muita expectativa por parte do torcedor cruzeirense, em relação à movimentação de bastidores e do time, que joga na próxima sexta-feira (20), no Mineirão, com o Figueirense. O repatriado Rafael Sóbis deve estrear, ao lado de Marcelo Moreno, já que Willian Pottker está suspenso. E, talvez, Arthur Caike também fique à disposição de Felipão, que completou 30 dias no clube neste último domingo.

• Desde a chegada de Felipão as coisas mudaram completamente, pois o Cruzeiro, que vinha ocupando o Z-4 na Série B, hoje é o 15º, com 24 pontos, além de seguir invicto sob seu comando, com três vitórias e dois empates, 11 pontos conquistados em 15 possíveis. A chegada do técnico mudou o ambiente dos jogadores, que ganharam mais confiança com o novo comandante. O futebol ainda não é o que a torcida deseja, mas já se nota claramente que o time incorporou o espírito de luta, coisa que se deve ter na disputa da Série B.

• Neste momento, faz pouca ou nenhuma diferença para a torcida celeste se o time está jogando bonito ou feio. O principal é vencer os jogos, fazer os três pontos e continuar subindo na tabela de classificação para buscar, ainda este ano, o acesso de volta à Série A, que é o seu lugar. “Não importa a cor do gato, contanto que ele cace o rato”. Deng Xiao Ping, grande líder chinês. (Fecha o pano!)
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