17 de outubro, de 2020 | 13:00

Mais forte

Fernando Rocha

Divulgação
Fernando RochaFernando Rocha
O Atlético dirigido por Jorge Sampaoli está sendo garantia de bom espetáculo. Portanto, amanhã, em Salvador, contra o Bahia comandado pelo pragmático e retrógrado Mano Menezes, não deverá ser diferente.

A volta dos três estrangeiros que serviram às seleções de seus países nas Eliminatórias Sul-Americanas - Junior Alonso, Alan Franco e Savarino - colocam o Atlético mais forte e de novo favorito para vencer e se manter na liderança do Brasileirão.

Sem estes três titulares absolutos, o Galo só jogou bem uma vez, em casa, ao derrotar o Goiás, mas perdeu para o Fortaleza fora, além de empatar com o Fluminense, no Mineirão.

Sem o paraguaio Junior Alonso a zaga do Galo perde muito em qualidade, pois os outros dois zagueiros, Igor Rabelo e Réver, são lentos e sofrem com atacantes rápidos.

No meio-campo, o equatoriano Alan Franco se movimenta e marca muito bem, liberando Natan para a criação de jogadas, enquanto o venezuelano Savarino tem sido peça fundamental para abrir as defesas adversárias nas jogadas de contra-ataque e mais velocidade.

Atuação desastrosa
Não há outra palavra para definir a atual gestão do Cruzeiro no futebol: “desastrosa”. Não se pode negar que as dificuldades financeiras atravessadas pelo clube não foram criadas diretamente pela atual diretoria, mas também não há dúvida de que os erros cometidos agora por ela são um enorme entrave na caminhada do time para sair logo da Série B.

A última semana foi marcada de novo por vexames e humilhações, ao receber quatro sucessivos “nãos” de técnicos convidados para comandar o time celeste. Lisca, Felipão, Umberto Louzer e, por último, Marcelo Chamusca, preferiram ficar quietos onde estavam a encarar o difícil desafio de tirar da lona o “gigante” estrelado.
Mas, quando menos se esperava, Felipão voltou atrás e aceitou o convite para um contrato de três anos, com salário e outros penduricalhos não revelados, mas que não deve ser coisa barata.

Felipão, 71 anos, hoje se parece mais com um técnico aposentado, mas está em outro patamar e pode, sim, com seu discurso assertivo, conseguir motivar o atual elenco, que é muito melhor do que o da maioria dos concorrentes nesta Série B. Se ele vai conseguir subir o time na tabela de classificação e brigar pelo acesso ainda este ano é outra conversa, que devemos adiar para mais adiante.

FIM DE PAPO
• A chegada de Felipão vai diminuir a exposição exagerada na mídia do presidente Sérgio Santos Rodrigues, que adora se exibir aos holofotes, principalmente nas redes sociais. Resta saber se ele está disposto a abrir mão do protagonismo assumido, diminuindo a intensidade das aparições nessas irritantes “lives” que já encheram a paciência da torcida, sobretudo por sua falta de conexão com a realidade cruel e atroz vivida pelo Cruzeiro.

• O presidente celeste tem tomado atitudes surreais, como a reativação de uma diretoria para “Assuntos Internacionais”, ocupada pelo ex-jogador Belletti, quando deveria focar exclusivamente no futebol, na base do feijão com arroz, simples e sem embromação. Como se não bastasse, ele fala em fazer amistosos contra o Valladolid de Ronaldo Fenômeno e contra o Real Madrid, enquanto a torcida sofre a humilhação e chacota dos rivais, vendo o clube do coração atolado na zona de rebaixamento à Série C.

• O técnico do Cuiabá, Marcelo Chamusca, foi o último a dizer “não” a um convite para dirigir o Cruzeiro. O time do Pantanal não lidera a Série B por acaso. A diretoria conseguiu bons patrocinadores e tem feito de tudo para manter os salários em dia, além de proporcionar boas condições de trabalho aos jogadores e comissão técnica. Um dos poucos clubes que disputam a Série B a viajar em voos fretados pelo país afora, a delegação do “Peixe Dourado” passou um enorme susto no retorno para casa na última quarta-feira, após a derrota de 1 x 0 para o Guarani, em Campinas. Por conta do mau tempo, o piloto do avião precisou fazer uma manobra arriscada durante um pouso de emergência no Aeroporto de Goiânia, deixando todos a bordo bastante assustados.

• O Fluminense, em 5º lugar na tabela de classificação, com 25 pontos ganhos, é a sensação do momento na Série A. Um dos responsáveis pela surpreendente campanha do tricolor carioca é o técnico Odair Hellmann, que chegou a ficar ameaçado depois da eliminação na Copa do Brasil para o Atlético-GO. No empate com o Galo de Sampaoli, no Mineirão, Hellmann surpreendeu duas vezes: taticamente, com uma marcação adiantada, retirando espaços por onde o alvinegro costuma ser implacável com os adversários; e ao deixar no Rio de Janeiro o ex-jogador em atividade, Fred, além do veterano Nenê, este em ótima fase, mas sem a mesma condição física das jovens revelações da base tricolor, que mostraram fôlego para correr e suportar a pressão do Galo. Com Fred em campo ele teria um jogador a menos e voltaria para casa com o balaio cheio. (Fecha o pano!)

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