14 de outubro, de 2020 | 14:08

Cebus atinge recorde de atendimento a gambás em setembro

Marcele Pena
Dos 78 animais atendidos, 52 deles eram gambás cujas mães foram mortas e os filhotes trazidos para a amamentação Dos 78 animais atendidos, 52 deles eram gambás cujas mães foram mortas e os filhotes trazidos para a amamentação

O Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) celebrou um triste recorde em setembro deste ano. Dos 78 animais atendidos, 52 deles eram gambás cujas mães foram mortas e os filhotes trazidos para a amamentação. Apenas três fêmeas foram trazidas com vida. Duas destas conseguiram retornar para a natureza com a totalidade dos filhotes. A outra, devido ao estado precário em que foi encontrada, morreu juntamente com seus filhotes.

A incidência mais frequente de gambás nesta época do ano se deve a alguns fatores, de acordo com médico-veterinário e responsável técnico pelo Cebus, Lélio Costa e Silva. “No período de seca, é comum os animais saírem à procura de alimento na área urbana, seja pela escassez provocada pela sazonalidade ou pelos incêndios florestais. Entretanto, ao serem notados nas ruas ou em residências, são vítimas de ataques de cães e de pessoas mal informadas”, destaca o médico.

Lélio ainda acrescenta que os gambás são animais inofensivos, bem adaptados a essa rotina e se reproduzem nesta época do ano. “São controladores de carrapatos, aranhas, escorpiões e disseminadores de sementes. São trabalhadores da natureza. Sem essa informação, o ser humano acaba matando o animal adulto e gerando a demanda crescente de filhotes de gambás recebidos no Cebus”, acrescenta.

Fauna sem lar

Somente em setembro, os Bombeiros e a Polícia Militar de Meio Ambiente estiveram 14 vezes no Cebus para trazer apenas gambás por meio do Programa de Reabilitação da Fauna Sem Lar. “Ao encontrar um gambá em sua residência, o cidadão deve colocar o animal em uma caixa ou balde e devolver a uma área de mata mais próxima. Caso isso não seja possível, o ideal é acionar os Bombeiros para efetuarem o resgate”, orienta Lélio.

O Programa de Reabilitação da Fauna Sem Lar é uma ação conjunta entre o Cebus, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Associação Regional de Proteção Ambiental do Vale do Aço (ARPAVA), a Polícia Militar de Minas Gerais, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a Promotoria de Meio Ambiente de Ipatinga e a Usiminas.

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