10 de outubro, de 2020 | 10:00

Eleitorado feminino é maioria na Região Metropolitana do Vale do Aço

Arquivo DA
As limitações para as mulheres votarem deixaram de existir em 1934, quando seu voto passou a ser previsto na Constituição FederalAs limitações para as mulheres votarem deixaram de existir em 1934, quando seu voto passou a ser previsto na Constituição Federal

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o eleitorado feminino é maioria na Região Metropolitana do Vale do Aço (Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso). Do total de 335.632 eleitores computados na pesquisa por sexo e faixa etária, 178.410 (53,15%) são mulheres, enquanto 157.222 (46,84%) são homens.

No levantamento feito pelo Diário do Aço, no site do TSE, o eleitorado de Ipatinga conta com 92.777 mulheres (53,22%) e 81.370 homens (46,68%). Em Coronel Fabriciano, são 42.857 mulheres votantes (53,36%) e 37.413 homens (46,58%). Em Timóteo, o eleitorado feminino é de 31.301 (53,16%) e o masculino é de 27.543 (46,78%). Já Santana do Paraíso conta com 11.475 mulheres votantes (51,28%) e 10.896 homens (48,69%). Todos os quatros municípios têm a faixa etária entre 45 a 59 anos com maior número de eleitores.

Direito ao voto

Somente em 24 de fevereiro de 1932 o Código Eleitoral passou a assegurar o voto feminino; todavia, esse direito era concedido apenas a mulheres casadas, com autorização dos maridos, e para viúvas com renda própria. Essas limitações deixaram de existir apenas em julho de 1934, quando o voto feminino passou a ser previsto na Constituição Federal.

Outros países

Esse cenário não era exclusividade do Brasil. Na França, por exemplo, o voto feminino se tornou realidade em 1944 e, na Suíça, em 1971. No Brasil, no entanto, a bandeira das mulheres pelo direito de votar e de serem votadas teve início décadas antes, pelo menos desde 1891, quando foi apresentada proposta de emenda à Constituição brasileira que trazia essa prerrogativa. A proposta, contudo, foi rejeitada.

Força

O tema ganhou ainda mais força no início do século XX, a partir da militância política feminina na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Essa atuação organizada e estratégica inspirou outras mulheres no mundo todo. A internacionalização do movimento, conhecido como sufragista, favoreceu a conquista do voto feminino em diversos países.

Data comemorativa

O Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil passou a ser comemorado, no dia 24 de fevereiro, a partir de 2015, com a promulgação da Lei nº 13.086.

Comentários

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Oliveira

10 de outubro, 2020 | 15:07 Resposta

“E daí? Não temos a participação de pessoas de bem na política, elegendo-se e exercendo o papel de cidadão. Votamos nas mesmas marmotas e dizemos que a ploítica é suja e cheia de trocas de favores. Parabéns as mulheres por ajudarem a perpetuarem as mesmas marmotas no poder: Lulas, Dilmas, Bolsonaros, Malufs, Aécios Neves, Quintões, Joaes Magnos, STF, JUÍZES CORRUPTOS e por aí vai. Que orgulho, hein?”

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