10 de outubro, de 2020 | 13:00

Agora vai?

Fernando Rocha

Divulgação
Fernando RochaFernando Rocha
Depois de passar alguns dias concentrado em um hotel cinco estrelas no interior paulista, espera-se que os jogadores do Cruzeiro consigam jogar ao menos o suficiente hoje para derrotar o Oeste, lanterna da Série B, no Estádio Barueri-SP.

O time dirigido por Ney Franco entrou nesta 15ª rodada na zona de rebaixamento à Série C, ocupando a 18ª colocação, com apenas 11 pontos ganhos, estando à frente apenas do Guarani e do próprio Oeste.
A última semana, para muitos cruzeirenses, foi a pior de sua história desde o rebaixamento ano passado, com uma sucessão impressionante de fatos ruins sendo registrados.

Zica danada
Houve invasão da Toca II por um grupo de torcedores, que só não terminou em pancadaria ou algo mais grave por conta da ação rápida dos policiais militares chamados pelo clube.

Para piorar ainda mais as coisas houve a patética entrevista coletiva do presidente Sérgio Santos Rodrigues, que chamou a torcida e os jornalistas que o criticam de “guerreiros dos teclados”, perdendo uma boa oportunidade de ficar calado.

No mesmo dia saiu a confirmação de que o Cruzeiro foi excluído do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), o que vai dificultar ainda mais a situação financeira do clube, que terá agora imediatamente cobrada a sua dívida com o governo federal, algo em torno de R$ 340 milhões.

Por último, a derrota humilhante para o modestíssimo Sampaio Corrêa, por 2 x 1, em pleno Mineirão, com direito a “baile” do Pimentinha, atacante de 1m65cm de altura do simpático clube maranhense.

Vexame, humilhação, o torcedor do Cruzeiro tem passado por tudo isso sem conseguir vislumbrar a curto e médio prazo uma saída para salvar a instituição centenária, de tantas glórias acumuladas, mas que por conta de más gestões corre o sério risco até de extinção.

FIM DE PAPO
• Nem uma coisa nem outra. O técnico Jorge Sampaoli precisa simplificar as escalações e armações táticas, cabendo à crítica e à torcida entenderem que o elenco atual do Galo não tem a excelência apregoada, precisa de mais dois ou três reforços de qualidade para ser considerado o grande favorito ao título, que ainda é o Flamengo.

• A realidade é uma só: o elenco atual do Galo é suficiente apenas para a conta do chá. Não tem reservas à altura para alguns titulares, a exemplo de Nathan, responsável por fazer a criação de jogadas, com a vantagem de também chegar até a área para finalizar. A diretoria busca um atacante, o tal artilheiro, que tem feito muita falta. Sasha não é este centroavante nato, e depender somente de Keno é pouco para quem quer ser campeão.

• Rogério Ceni foi reverenciado pela mídia nacional depois da vitória do Fortaleza em cima do Galo de Sampaoli, a quem derrotou pela terceira vez. E a vitória teve um sabor muito especial, pois o Fortaleza jogou com um jogador a menos, a partir dos 38 minutos do primeiro tempo. E só não venceu por uma maior diferença de gols porque o VAR anulou, por milímetros, um belo gol de Yuri César, quando o placar ainda estava em 1 a 1. O trabalho de Ceni é de fato excelente, o que só demonstra o quanto a diretoria anterior do Cruzeiro foi irresponsável ao demiti-lo e acelerar a queda do clube à Série B.

• O futebol brasileiro continua sendo uma máquina de moer treinadores. O Vasco da Gama teve um início espetacular no Campeonato Brasileiro, sob o comando de Ramon Menezes, embora todos, inclusive a diretoria do clube, soubesse que o elenco não era para tanto. Somou nove pontos nas três primeiras rodadas, mas depois caiu na real e fez apenas nove nas dez últimas. E não deu outra: demissão do treinador. O Vasco não foge à regra, em um país onde nem a Covid-19 é levada a sério. (Fecha o pano!)

Comentários

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Tião Aranha

10 de outubro, 2020 | 14:15 Resposta

“Somada à crise de má administração, veio a pandemia da covid-19 que está deixando os clubes brasileiros de calças na mão. Na hora do perigo tem que ter coragem e cabeça fresca. Tudo vai passar: é só acreditar.”

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