08 de outubro, de 2020 | 17:32

Operação da PF prende delegado da PC e ex-diretor de presídio por corrupção em MG


A Operação Alegria, da Polícia Federal, cumpriu nessa quinta-feira (8) um total de 29 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão, contra servidores públicos, advogados e detentos, investigados por suspeita de negociar transferências de presos mediante pagamento de propinas. Além de Belo Horizonte, a operação cumpriu mandados em mais 14 cidades do estado.

A operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenada pela Polícia Federal, prendeu, entre outras pessoas, o ex-diretor da Penitenciária Nelson Hungria Rodrigo Clemente Malaquias, o delegado da Polícia Civil Leonardo Estevam Lopes e advogados.

Os 29 mandados de prisão são para 5 parentes de presos; 5 servidores públicos (três policiais penais, Rodrigo Malaquias e o delegado Leonardo Estevam Lopes); 6 advogados e 13 pessoas que já estavam presas. Até as 10h20, faltava cumprir apenas um mandado de prisão.

Conforme a PF, as investigações integradas entre as polícias Civil e Penal de Minas Gerais e o Departamento Penal Federal, apontaram que presos de alta periculosidade eram transferidos indevidamente de unidades após pagamento, que era dividido entre os líderes da organização criminosa.
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Com o pagamento da propina, segundo a investigação, os detentos eram colocados em alas ou pavilhões com benefícios, como trabalho, a que não teriam direito pelas normas da execução penal. Os servidores públicos e advogados atuavam na negociação para a entrada de objetos não permitidos, dentre outras práticas ilícitas.

Os investigadores conseguiram identificar crimes praticados pela organização criminosa, principalmente em duas unidades prisionais na Região Metropolitana de Belo Horizonte - o Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem.

O nome da operação, "Alegria", é uma alusão à forma cômica como os integrantes da organização se referem a este estabelecimento.

Os alvos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e concussão. As penas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Além da capital, os mandados são cumpridos nos municípios de Betim, Contagem, Fervedouro, Francisco Sá, Lagoa Santa, Matozinhos, Muriaé, Ouro Preto, Passos, Patrocínio, Ribeirão das Neves, Uberaba, Uberlândia e Vespasiano.

O advogado de Rodrigo Clemente Malaquias, Leandro Martins, disse que vai se manifestar após ter conhecimento dos autos do inquérito.
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Comentários

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Deolho

09 de outubro, 2020 | 06:27

“Operação prende delegado, funcionários públicos e policiais penais aí vem um retardado bolsominion da cloaca alargada falar de advogados e OAB. Comédia demais.”

Marcio

08 de outubro, 2020 | 20:49

“Ninguém esta acima da lei.Fica o exemplo para os advogados bandidos que temos no pais principalmente no Vale do Aço.E a OAB vai falar nada nao.?”

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